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Estado de Minas

Procuradores trocaram mensagens sobre Flávio Bolsonaro, afirma site

Segundo essas mensagens, haveria o receio de pressão política contra a investigação por parte de Jair Bolsonaro , então recém-eleito para o Palácio do Planalto


postado em 22/07/2019 08:49 / atualizado em 22/07/2019 09:36

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) (foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol manifestou em supostas mensagens dúvidas sobre qual poderia ser a postura do ex-juiz Sérgio Moro em relação à investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Segundo essas mensagens, haveria o receio de pressão política contra a investigação por parte de Jair Bolsonaro , então recém-eleito para o Palácio do Planalto.

As supostas mensagens trocadas entre membros da Lava-Jato foram publicadas no domingo, 21, pelo site The Intercept Brasil. O site afirma ter obtido o material de uma fonte anônima, incluindo mensagens privadas e de grupos da força-tarefa por meio do aplicativo Telegram.

Tanto Dallagnol quanto Moro, nomeado por Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, negam a autenticidade dos diálogos e a existência de irregularidades na relação entre eles durante as investigações da Lava Jato em Curitiba.

Um dos filhos de Bolsonaro, Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por movimentações financeiras consideradas atípicas suas e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. A identificação das contas foi feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

O site faz referência a mensagens que teriam sido trocadas entre dezembro e janeiro passado. No material publicado também aparece a avaliação de procuradores da República de que seria forte a possibilidade de Flávio ser implicado no caso, uma vez que existiram provas de um esquema para desviar salários de servidores quando o atual senador ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A defesa de Flávio Bolsonaro nega a existência de crime e afirma que houve a quebra de sigilo bancário e fiscal sem autorização prévia da Justiça.


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