(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas DISSONÂNCIA

Esposa de Paulo Brant deixa o governo após rusgas entre o marido e Zema

Alegando o rompimento dos 'laços de confiança', Aléxia Brant deixou o comando do Servas; desavença vem após PSDB montar chapa Pestana-Brant


09/09/2022 13:57 - atualizado 09/09/2022 13:57

Aléxia Brant, presidente do Servas
Aléxia Brant (foto) presidiu o Servas do início do governo Zema até este mês (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 4/3/20)
Aléxia Rodrigues de Paiva Brant, esposa do vice-governador mineiro Paulo Brant (PSDB), pediu para deixar a presidência do Serviço Social Autônomo (Servas). A exoneração dela foi publicada na edição desta sexta-feira (9/9) do Diário Oficial do Estado. A saída de Aléxia do cargo ocorre em meio às rusgas públicas entre Brant e o governador Romeu Zema (Novo). O tucano perdeu 23 funcionários de seu gabinete após resolver concorrer à reeleição por meio da chapa liderada por Marcus Pestana (PSDB).

"Entendo que entre nós romperam-se os laços de confiança e respeito, essenciais à minha permanência do cargo", diz Aléxia na carta de renúncia que enviou a Zema.

Tradicionalmente, a chefia dos serviços de assistência social prestados pelo Servas cabe à primeira-dama do governador. Zema, por ser divorciado, repassou a tarefa à companheira de seu vice. Com o desembarque de Aléxia da gestão estadual, a presidência do instituto passa a ser exercida por Elizabeth Jucá, que acumulará o posto com as funções de secretária de Estado de Desenvolvimento Social.

Casada com Brant desde 2017, Aléxia Brant tornou-se presidente do Servas já no início do governo, em 2019.

"Minha gestão à frente dessa nobre Entidade pautou-se sempre, em todos os momentos, desde a tragédia de Brumadinho, às chuvas do ano de 2022, por uma conduta responsável, ética, apartidária, transparente e solidária com os mineiros mais carentes e necessitados", falou ela.

Brant perdeu equipe após se juntar a Pestana

O primeiro estremecimento entre Paulo Brant e a cúpula do governo ocorreu em março de 2020, quando servidores da segurança cobraram o cumprimento de um acordo por reposição salarial. O vice, então, optou por sair do Novo e ficou um ano e meio sem filiação partidária. No ano passado, ele se juntou ao PSDB, mas não seria candidato a nenhum cargo na eleição que se avizinha.

Em agosto, contudo, figuras tucanas sugeriram que Brant fosse o candidato a vice-governador na chapa de Marcus Pestana. Zema, por sua vez, queria, para ser seu vice, Eduardo Costa, filiado ao Cidadania - partido que atua unido ao PSDB. Majoritários, os tucanos prevaleceram na queda de braço e mantiveram a chapa Pestana-Brant.



Três dias após ser anunciado na chapa de Pestana, Brant teve o gabinete desmanchado. Zema, então, recorreu ao futebol para explicar a decisão. "Nunca vi jogador do Cruzeiro entrar em campo pelo Atlético. Eu acho que é uma questão de definição e transparência", afirmou.

Na semana passada, ao participar do "EM Entrevista", podcast de Política do Estado de Minas, Brant rebateu a analogia.

"O jogo não é pelo Campeonato Brasileiro, mas de seleções. Estamos falando de Minas. Na Seleção de Minas jogam atletas de Atlético, Cruzeiro e América. O que ele (Zema) disse: qual o pecado grave desses 23 funcionários? Estão trabalhando com um cidadão que, na próxima eleição, vai apoiar outra chapa", reclamou.

"Eu não estou desalinhado com o governo. Estou desalinhado com a campanha dele. Ele confundiu, de forma grave, governo e campanha. No governo, devem caber servidores que apoiam Zema, Kalil, Pestana e Viana. O estado não é do partido", emendou.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)