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Estado de Minas

Wellington Magalhães pode responder a novo processo de cassação na Câmara de BH

Vereador Mateus Simões (Novo) disse que não pretende trabalhar com o colega afastado por ter sido denunciado à Justiça por irregularidades


postado em 14/06/2019 16:40 / atualizado em 14/06/2019 18:06

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 

O vereador Wellington Magalhães mal votou ao mandato e pode responder por outro processo de cassação na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Na sessão desta sexta-feira, o vereador Mateus Simões (Novo) anunciou que nos próximos dias vai representar contra ele na Casa.

“Nos próximos 15 dias eu representarei a Casa pela cassação de Wellington Magalhães”. Ainda de acordo com Simões, o retorno do parlamentar representa momento de “constrangimento” para o Legislativo municipal. Representação deve ser apresentada até o final deste mês, segundo revelou o vereador.

 “Eu espero que ao longo dos próximos dias, semanas ou meses, o silêncio possa ser rompido. A Justiça e a Casa possam deliberar e afastá-lo porque não tem a menor condição de ser vereador”, afirmou. E completou: “Uma pessoa que a Justiça não confia para andar livremente pode votar projetos?”, questionou.

Afirmando que não trabalhará com Magalhães, Mateus Simões disse que a nova denúncia vai se basear em quatro fatos que não foram tratados na denúncia anterior. No entanto, ele não revelou quais fatos seriam para não atrapalhar a coleta de materiais.


Nessa quinta-feira, a Câmara foi notificada sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou o retorno do vereador Wellington Magalhães à Casa. De acordo com assessoria de imprensa da Casa, ele retoma o posto na próxima segunda-feira, 17. Não será necessária cerimônia de posse para o retorno.

Em decisão na última terça-feira, o ministro o STJ, João Otávio de Noronha, considerou que o tempo que Magalhães estava fora da Câmara é superior ao que seria considerado razoável.

Magalhães é investigado por um esquema de desvio de recursos públicos em contratos de publicidade da Câmara da ordem de R$ 30 milhões e foi afastado do mandato por determinação judicial. Desde então ele tenta, via judicial, retomar o trabalho na Câmara, mas já havia sofrido derrotas na Justiça mineira e no próprio STJ. 

Magalhães já passou por processo de cassação na Câmara, no ano passado, devido as mesmas denúncias, mas, na época, o argumento usado para a quebra de decoro foi a prisão. O que no entendimento da maioria dos vereadores não foi suficiente para cassar o mandato. 

Atualmente já existe outro processo de cassação em tramitação na Casa envolvendo o vereador Claúdio Duarte (PSL). Ele foi denunciado à Justiça pela prática de "rachadinha", que é quando funcionários do gabinete devolvem parte do valor do salário recebido. 

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