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Estado de Minas

Tribunal de Justiça do Rio autoriza quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro

Filho do presidente é investigado em suposto esquema de 'rachadinha', em que assessores repassam parte do salário para o parlamentar


postado em 13/05/2019 18:18 / atualizado em 13/05/2019 19:14

Facebook/Reprodução (foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Facebook/Reprodução (foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) acatou pedido feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e permitiu a quebra do sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro e de seu ex-assessor e ex-policial militar Fabrício Queiroz.

Segundo o jornal O Globo, o pedido para ter acesso aos dados do filho do presidente Jair Bolsonaro foi feito pelo MP e autorizado em 24 de abril e foi mantido em sigilo até agora. A quebra foi autorizada no período que vai de janeiro de 2007 a dezembro do ano passado. A decisão é de autoria do juiz Flávio Nicolau.

Também eram as contas abertas a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e as filhas de Queiroz, Nathália e Evelyn, além da esposa do ex-policial, Marcia. Mais de 80 ex-funcionários do gabinete de Flávio também terão as informações bancárias apuradas.

Segundo o MP, os investigados são suspeitos de participar de um esquema conhecido como “rachadinha”, em que um parlamentar fica com parte do salário pago a funcionários de seu gabinete.


"Vazamentos ilegais", diz senador 

 

Por meio de nota, o senador afirmou que suas informações bancárias já haviam sido quebradas no ano passado. O parlamentar criticou o MP do Rio, por ter "vazado informações ilegalmente". 

 

"O meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP/RJ, sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de pagamento, valores e até horas e minutos de depósitos, já foram expostas em rede nacional, após o chefe do MP, pessoalmente, vazar tais dados sigilosos. Somente agora, quase um ano e meio depois, tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses", diz Flávio Bolsonaro.  


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