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Estado de Minas

'Lula pertence ao meu passado', diz Moro em BH sobre redução de pena

O ministro da Justiça e Segurança falou a empresários sobre as prioridades da pasta


postado em 26/04/2019 13:41 / atualizado em 26/04/2019 13:58

Moro considera normal que haja mudanças de dosimetria de condenados(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Moro considera normal que haja mudanças de dosimetria de condenados (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

O ministro da Justiça e Segurança Publica Sérgio Moro afirmou nesta sexta- feira, em Belo Horizonte,  que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é assunto do seu passado e que não lhe cabe comentar a redução de pena decidida nessa terça-feira pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).  "O presidente Lula pertence ao meu passado. Agora estou olhando em frente", disse. 

O ministro foi responsável, quando era juiz da operação Lava-Jato em Curitiba, pela primeira condenação de Lula no caso do Triplex do Guarujá pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A pena fixada por ele, em 2017, foi de 9 anos e seis meses de prisão. O processo lhe deu notoriedade nacionalmente e, diante da fama, ele acabou alçado ao cargo de ministro no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A dosimetria de Moro foi aumentada em 24 de janeiro para 12 anos e um mês, pelo Tribunal Regional Federal TRF-4 e, nessa semana, a 5ª Turma do STJ reduziu a pena para oito anos e 10 meses.

Moro disse que as Cortes da Justiça têm a independência de proferirem as decisões delas. "Dosimetria de pena é um tema em que muitos juízes divergem. Eu estabeleci uma pena, o Tribunal estabeleceu outra, o STJ estabeleceu outra, e se reunir dez juízes em uma sala, provavelmente cada um vai ter uma pena diferente. Isso acontece em vários casos, não só do ex-presidente”, afirmou, emendando que não lhe cabe opinar sobre Lula.


Moro veio a Belo Horizonte nesta sexta-feira para falar a empresários no TSX Meeting e também se encontra com o governador Romeu Zema (Novo), que fez a abertura do evento. Na mesma linha do que Zema havia feito em sua fala, o ex-juiz defendeu a parceria entre os setores público e privado para fazer um país mais justo. Zema se referiu a Moro como um dos expoentes da história recente do país.

O ministro de Bolsonaro não quis comentar as trombadas entre o presidente e seu vice Hamilton Mourão, causadas pelos ataques do filho e vereador Carlos Bolsonaro. Moro disse que não queria se envolver no assunto, mas afirmou que normalmente essas questões são "superdimensionadas".


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