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Estado de Minas

Michelle indica atuação como primeira-dama, contesta críticas e detalha perfil de Bolsonaro: 'Ele não negocia seus valores'

Mulher do presidente eleito rejeita as acusações de racista e homofóbico contra o marido e afirma que o Brasil vai conhecer o 'Jair de verdade'


postado em 29/10/2018 19:38 / atualizado em 29/10/2018 20:03

Michelle Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva para a TV Record e detalhou onde quer atuar no governo(foto: Reprodução/TV Record)
Michelle Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva para a TV Record e detalhou onde quer atuar no governo (foto: Reprodução/TV Record)
Depois de ser eleito, com 55% dos votos válidos, Jair Bolsonaro (PSL) estuda e escolhe sua equipe de ministros para o governo do país a partir de 2019. Com ações sempre muito contestadas, ele espera unir a política nacional para seu programa. Em outra frente, a mulher dele, Michelle, geralmente reservada, deu a primeira entrevista já como futura primeira-dama. Ela indicou onde pode atuar, institucionalmente, contestou críticas ao marido, detalhou intimidades e definiu o perfil do 38º presidente do Brasil.

Michelle, de 36 anos, conheceu Bolsonaro quando trabalhava como assessora parlamentar no Congresso, em Brasília, há quase 11 anos. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, ela revelou que conheceu e se casou com o deputado federal em cinco meses. O casal tem uma filha, Laura, de 8 anos. “Ele é romântico do jeito dele. Muito carinhoso, prestativo, cuida muito bem da família”, disse à TV Record.

Por indicação de um tio, Michelle aprendeu libras - língua de sinais - e se aproximou de trabalho com deficientes auditivos. Como primeira-dama, ela pretende atuar próxima a pessoas com deficiência, além da população mais carente no sertão brasileiro.

“Ainda não sei como será. (...) Tenho muito desejo no coração, muita vontade, muito amor para lutar pelo que eu acredito. Para lutar pelas pessoas com deficiência, pela comunidade surda, para fazer missões no sertão”, revelou Michelle, complementando que a política deve ter papel diferente das últimas administrações. “O Brasil é muito rico. Ele só é mal administrado.”

Michelle defendeu o marido de críticas e afirmou que a população conhecerá o ‘verdadeiro’ Jair Bolsonaro. “Ele só quer segurança. A gente sabe que o ser humano só respeita o que ele teme. Ele não quer afundar o Brasil, quer reerguer o Brasil. Sei que Deus vai dar sabedoria, discernimento e ele vai mudar o Brasil. Ele vai ter essa oportunidade de mostrar para a população quem é Jair Messias Bolsonaro. É uma pessoa de bem, uma pessoa humana, um homem ético, brilhante, com tantos anos no Congresso, ele não negocia seus valores”, comentou.

“Ele é tachado como racista. Um dos melhores amigos dele, de 20 anos, é o Hélio Negão (deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro). Ele é tachado como fascista, homofóbico e nós temos amigos gays. Tenho um primo gay. Ele é tachado como misógino e é casado com quem? Com a filha de um cearense. Tenho certeza que Deus está dando esta oportunidade do Brasil conhecer o Jair de verdade”, complementou Michelle.

Inconfidência de casal

Casada há quase 11 anos, Michelle definiu Bolsonaro como ‘romântico do jeito dele’, carinhoso e prestativo. Somente em uma área, apesar da boa vontade do presidente eleito, a esposa diz estar revendo a ‘atuação’ do marido em casa.

“O café da manhã, que ele prepara. Ele deixa a cozinha toda bagunçada. Derrama pó de café. Ele é maravilhoso, super prestativo, mas é muito bagunceiro. Já estou falando que não está mais compensando ele preparar o café da manhã. Porque eu que arrumo. Ele é muito bagunceiro, muito desorganizado em casa”, revelou.

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