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Estado de Minas

'Palavra de ordem agora é reduzir as tensões', diz vice de Bolsonaro

Em entrevista à Globo News, Hamilton Mourão disse que campanha pretende baixar o tom dos ataques a candidatos


postado em 07/09/2018 23:06 / atualizado em 07/09/2018 23:37

(foto: Reprodução/Globo News)
(foto: Reprodução/Globo News)

O candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão, afirmou durante entrevista na Globo News, na noite desta sexta-feira (7), que a equipe de campanha pretende "baixar o tom dos ataques entre candidatos" após  ataque sofrido pelo deputado em Juiz de Fora. Mourão afirmou que conversou por telefone com Bolsonaro horas antes sobre a necessidade de reduzir a radicalização na campanha. "Bolsonaro me ligou às 19h20 desta noite e me falou que precisamos moderar o tom. Porque se vamos ser eleitos para governar o Brasil, vamos governar o país para todos e não para pequenos grupos. Quem foi soldado sabe que temos que manter a união", disse o candidato a vice.

Mourão amenizou as declarações de aliados de Bolsonaro que após o ataque afirmaram que radicalizariam a disputa política. "Agora é guerra", afirmou o presidente do PSL, Gustavo Bebianno. "É normal reações assim quando acontece algo como aconteceu. Mas acho que as pessoas tem que ter muita calma. Se subiu um tom após o fato, agora já baixou o tom. Estamos lançando pequenos vídeos para aliados nos estados e a palavra de ordem é: reduzir as tensões", afirmou Hamilton Mourão. O candidato a vice afirmou que o atentado ao deputado foi um atentado à democracia e espera que as investigações sobre o caso sejam finalizadas rapidamente.

Questionado se ainda concordava com a proposta de sua chapa de liberar o porte de armas após o ataque a Bolsonaro, Mourão afirmou que não existe um plano de se distribuir armas para todos os cidadãos, mas garantir o direito para quem quiser se armar. "Não é simplesmente jogar fuzil e pistola para cima e cada um pega sua arma. Mas defendemos que a pessoa tem o direito de portar sua arma. Claro que vai ser submetida a testes e aprender a usá-las. É uma questão de equilíbrio de forças. Por exemplo, uma mulher mais frágil sendo atacada por um homem passará a ter capacidade de se defender", disse Mourão. 

O militar criticou ainda a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) que, segundo ele, tem feito uma "baixaria" nas suas propagandas de televisão e rádio. "Bolsonaro está sendo demonizado por uma campanha de um candidato que é uma baixaria sem tamanho. Tira frases do contexto e tentam passar a ideia de que ele é um terror. Ele não é nada disso", afirmou Mourão. Segundo o candidato a vice, "em alguns momentos o parlamentar tenta fazer piadas e é mal compreendido".

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