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Estado de Minas

'Ficou inviável pela ambiguidade de Lacerda', diz presidente da nova comissão do PSB

Os novos membros já foram comunicados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e passam a exercer o comando a partir desta sexta


postado em 02/08/2018 22:56 / atualizado em 03/08/2018 00:23

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
A troca de farpas e os desentendimentos que envolveram o PSB e o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, durante toda quinta-feira (02) levaram a mais um capítulo nesta noite. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, decidiu alterar a composição da direção do partido em Minas Gerais, o que dificulta ainda mais a candidatura de Lacerda ao governo estadual.
 
Em entrevista ao Jornal Estado de Minas, Renê Vilela, confirmou a nova composição do partido no estado e disse que a listagem de novos membros já foi enviada para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Nós já vínhamos desenvolvendo um trabalho de fortalecimento do PSB, para que o partido pudesse integrar chapas fortes e ideias majoritárias", disse Renê, que vai presidir a nova comissão do PSB em Minas. 
 
Desta maneira, o partido terá além de Renê Vilela, Denisson Silva como vice-presidente, Igor Versiani, secretário geral, Alexandre Andrade, secretário de finanças, Edvaldo Piccinini, primeiro secretário, Denilson Gama, secretário de mobilização, e Júlio Delgado, secretário de articulação.
 
Apesar da polêmica criada em torno do nome de Marcio Lacerda ao Governo do estado, Renê Vilela afirma que a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte ficou inviável por conta daquilo que chamou de 'ambiguidade' do político. 
 
"Ele se posicionava no sentido de poder ser vice do Ciro Gomes na corrida presidencial, mas depois sinalizava em concorrer para o governo de Minas. Por conta disto, a elaboração de um projeto do PSB ficou muito atrasada". 
 
O presidente da nova comissão estadual do partido evita relacionar a mudança com um possível 'impedimento' da candidatura de Lacerda. "Seria um reducionismo afirmar isso. Nós temos uma agenda positiva e estamos apenas afirmando nossas prioridades: fortalecimento e reafirmação", explica Renê. 
 
Com toda essa situação, Lacerda chegou a sinalizar que poderia apoiar uma 'terceira via' no estado durante as eleições. Perguntando sobre um possível isolamento do ex-prefeito dentro do próprio partido, Renê Vilela afirma que qualquer atitude que não siga a orientação nacional será entendida como 'gesto individual'. 
 
Durante a tarde desta quinta, Lacerda criticou o acordo entre PT e PSB - chamando-o de truculento e que expressaria o que chamou de “a velha política”. Ele também não descartou recorrer à Justiça.  "É possível uma judicialização. Tudo o que estiver ao nosso alcance para defender a candidatura, nós iremos atuar dentro dessas possibilidades", declarou Lacerda.
 
Também nesta quarta, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou com exclusividade ao Estado de Minas, que Marcio Lacerda lhe informou há três meses que pretendia desistir de sua candidatura ao governo e teria só há duas semanas mudado de ideia, quando passou a vislumbrar a possibilidade da coligação com o MDB. 

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