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Estado de Minas

Lacerda rebate presidente do PSB e diz que não houve acordo para "candidatura de aparência"

Carlos Siqueira disse, em entrevista ao Estado de Minas, que o ex-prefeito de Belo Horizonte havia lhe procurado para dizer que desistiria de concorrer


postado em 02/08/2018 20:17 / atualizado em 02/08/2018 20:30

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato do PSB rebateu no começo da noite desta quinta-feira as declarações do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Mais cedo, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, Siqueira disse que a candidatura era de “faz de conta” e que Lacerda não tinha reais intenções de concorrer ao governo de Minas.

“Todos que conhecem a minha trajetória, o meu estilo, a minha fama de ser sincero, verdadeiro e transparente, sabem que jamais seria capaz de fazer tantos movimentos que não fossem “pra valer”, como alegou o Presidente Carlos Siqueira”, afirmou.

Lacerda confirmou que se reuniu em abril com Siqueira, inclusive na presença do presidente do PSB de Minas, João Marcos Lobo, quando apresentou o quadro de dificuldades verificadas no estado. E seguiu com as agendas em cidades do interior e costurando aliados para compor com ele a chapa para a disputa. “Jamais houve nenhum tipo de acordo para manter uma candidatura de aparências”, reforça.

Ainda de acordo com o ex-prefeito da capital, ele sempre adotou postura pública de candidato e sempre manteve as tratativas para construir base sólida para isso, dando continuidade às articulações. “Mesmo com o noticiário nacional dando como certa a nossa candidatura a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, mantive a minha posição como pré-candidato ao governo de Minas e até intensifiquei as conversas com outras legendas”.

Mais cedo, Marcio Lacerda concedeu entrevista coletiva em que reafirmou que manterá a candidatura e pode, inclusive, judicializar a questão. Logo após a fala de Lacerda, dada no meio da tarde de hoje, Carlos Siqueira disse que havia sido procurado por Lacerda que lhe informou que desistiria da candidatura ao governo.

“Marcio Lacerda ligou para mim há cerca de três meses dizendo que tinha urgência em conversar porque, após estudar a situação fiscal do estado, teria chegado à conclusão de que seriam quatro anos de medidas impopulares sem contudo, conseguir resolver o problema fiscal do estado. Lacerda me relatou todas as dificuldades e problemas econômicos de Minas e atribuiu a responsabilidade aos governos anteriores”, afirmou Carlos Siqueira. 

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