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Estado de Minas

Ministro diz que governo começa a aplicar multa de R$100 mil por hora em caminhões parados

Carlos Marum afirmou que há convicção de que o movimento é um locaute e que já há pedidos de prisão


postado em 26/05/2018 12:19 / atualizado em 26/05/2018 13:17

O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo da Presidência da República, informou neste sábado (26) que o governo começará a aplicar multas no valor de R$ 100 mil por hora parada a quem descumprir o acordo firmado para desbloqueio das rodovias.

Ele revelou que a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar a origem do movimento e que já existem até mesmo pedidos de prisão. Marum afirmou que o governo está convicto de que o movimento é um locaute.

Marun concedeu entrevista após reunião, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer e ministros que integram o gabinete de crise, para avaliar a situação nas rodovias federais.

O ministro disse ainda que o presidente Michel Temer está particularmente preocupado com a situação da saúde. "O presidente está muito preocupado com a questão de vidas", afirmou.

Marum fez um balanço da situação no país. Informou que está em curso a regularização das termelétricas e dos aeroportos de Rio, de São Paulo e Porto Alegre. Segundo ele, o mesmo deve ocorrer nas próximas horas com o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Marun lamentou que ainda ocorram pontos de bloqueio em decorrência das manifestações.

 

Ele apelou para que os manifestantes cessem o movimento em nome da população. "Retomem suas atividades", pediu.

Marun sinalizou que o governo federal trabalha com a hipótese de contratar temporários para manter a produção nacional. Acrescentou, porém, que o objetivo é que todos retornem ao trabalho.

O ministro reiterou que "o diálogo não está interrompido". Segundo ele, mais avanços dependem de tempo para buscar soluções e alternativas. Ao ser questionado sobre a existência de uma minoria radical, Marun disse que vários trabalhadores foram constrangidos para que não retornassem ao trabalho.

 

Ele elogiou a integração dos gabinetes de crise em vários estados com o governo federal. Às 17h, o gabinete volta a se reunir, para nova avaliação da situação.

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