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Estado de Minas

Bancada de Minas na Câmara faz 'rebelião' contra Michel Temer

Os parlamentares usaram o microfone do plenário para reclamar do não repasse de R$ 100 milhões para a área de segurança pública no estado


postado em 15/05/2018 20:17 / atualizado em 15/05/2018 20:41

Deputados reclamam que governo não repassou R$ 100 milhões para a segurança pública(foto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados )
Deputados reclamam que governo não repassou R$ 100 milhões para a segurança pública (foto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados )

Parte da bancada de Minas Gerais na Câmara dos Deputados protagonizou uma “rebelião” contra o governo de Michel Temer na noite desta terça-feira.

Munidos de cartazes, eles anunciaram no plenário da Casa que vão obstruir as votações e trabalhar contra a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto.

Nos cartazes, frases como "Minas não se curva", "Minas luta" e "Governo Temer, pare de ignorar Minas". 

O descontentamento decorre da não liberação de R$ 100 milhões pelo governo federal, referentes a uma emenda impositiva apresentada pela bancada ao orçamento, para aplicação na área de segurança pública.

“O governo repassou recursos para vários estados, autorizou hoje a liberação de mais R$ 1,2 bilhão para a intervenção federal no Rio, como se houve violência só no Rio de Janeiro”, reclamou o deputado federal Júlio Delgado (PSB).

De acordo com o parlamentar, cerca de 35 deputados de partidos como PT, PSDB, PROS, PR, PSB e MDB se reuniram no início da noite de hoje para discutir o assunto, quando resolveram partir para a oposição ao Planalto.

Ingratidão 

Antes da reunião, o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (MDB), havia reclamado que Michel Temer age com "ingratidão" com a bancada de Minas ao não liberar os R$ 250 milhões prometidos no final do ano, aos parlamentares, para Minas Gerais.


"Minas vai se levantar, presidente, para demonstrar para você, com essa tirania, e esse monte de ministros, a maioria na Lava Jato, a maioria deveria estar sabe onde? Lá em Curitiba, não no Palácio do Planalto", reclamou. 

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