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Estado de Minas

PT de Minas define candidatura de deputado Reginaldo Lopes ao Senado

O partido bateu o martelo nos últimos dias, mas a oficialização da participação na disputa será feita até meados de março


postado em 31/01/2018 12:25 / atualizado em 31/01/2018 12:46

Reginaldo Lopes disputou a prefeitura de Belo Horizonte em 2016(foto: Divulgação/coligação BH no Seculo XXI)
Reginaldo Lopes disputou a prefeitura de Belo Horizonte em 2016 (foto: Divulgação/coligação BH no Seculo XXI)

O deputado federal Reginaldo Lopes será o candidato do PT ao Senado Federal. O martelo foi batido no partido na última semana, mas a oficialização da decisão ainda não ocorreu. O nome do parlamentar, que concorreu à Prefeitura de BH em 2016, foi acertado com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Fernando Pimentel.

O PT conduz com cuidado as negociações para não afastar os partidos aliados. A ideia é que a legenda lance um nome, deixando um segundo para a disputa entre os partidos que vão gravitar sobre a candidatura à reeleição do governador Fernando Pimentel. Entre eles, haveria interesses de nomes como o do deputado federal Jaime Martins (PR), do empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e do apresentador Carlos Viana (PRB). O partido também estaria guardando espaço para algum indicado do prefeito Alexandre Kalil (PHS).

Também no campo aliado de Pimentel, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) já teve o nome lançado para concorrer ao Senado. Na ala adversária, é considerada com grande possibilidade a candidatura à reeleição do senador Aécio Neves (PSDB).

Apoio

Além de pré-candidato ao Senado, o deputado Reginaldo Lopes é o coordenador do grupo de trabalho eleitoral do PT em Minas Gerais. Ele confirmou que sua candidatura está "praticamente" definida. “O PT defende uma vaga que seja dele e uma na aliança. Meu nome tem recebido apoio de quase todos os deputados federais e tendências do  partido. Estive inclusive com o ex-presidente Lula e várias lideranças discutindo”, disse.

Lopes cobrou a oficialização de seu nome pelo partido até março, alegando que precisa de tempo para construir a campanha. “Não sou cantor nem jogador de futebol, faço política há 16 anos e preciso discutir minha candidatura com o mundo político, com reitores de universidades, centrais sindicais, igrejas e todos os setores”, disse.

Já em pré-campanha, Reginaldo Lopes disse que Minas Gerais precisa de um senador com uma postura diferente da dos atuais mandatários. “Falta um senador militante, que represente Minas verdadeiramente, os movimentos de trabalhadores, os municípios, que tenham uma luta para trazer orçamento para o estado. Sou deputado há quatro mandatos e nunca percebi um senador que fizesse o que os do Nordeste fazem. Eles viram senadores e querem ser presidentes”, disse.

O nome de Reginaldo Lopes para o Senado faria parte de um acordo interno da legenda, construído desde 2014, quando o petista foi eleito como o deputado federal mais bem votado do PT no país. Em 2016, ele acabou derrotada na disputa pela Prefeitura de BH, tendo como vice Jô Moraes.

Lopes disse que ainda não há uma definição de quem concorrerá à segunda vaga do Senado pelo PT. “Vamos começar a conversar em fevereiro com todas as forças para ver que arranjo será feito”, disse.
Em outubro estarão em disputa duas vagas de Minas Gerais no Senado: as de Aécio Neves (PSDB) e Zezé Perrella (MDB).

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