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Estado de Minas

Pimentel esquenta debate ao governo de Minas com falta d`água em BH

Pimentel afirmou ainda que a Copasa se afastou de seu objetivo, que é prestar serviço de qualidade aos mineiros


postado em 10/09/2014 00:12 / atualizado em 10/09/2014 07:38

Em Pará de Minas, Pimentel cobrou investimentos da Copasa na cidade(foto: Manoel Marques/Divulgação)
Em Pará de Minas, Pimentel cobrou investimentos da Copasa na cidade (foto: Manoel Marques/Divulgação)

O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, acusou nessa terça-feira o estado de ter adotado racionamento de água em Belo Horizonte sem avisar à população. “Desliga água em um bairro, desliga em outro. Não diz que é racionamento, mas já temos problemas de abastecimento”, afirmou Pimentel, durante campanha em Pará de Minas, no Centro-Oeste mineiro. O candidato também criticou a atuação da empresa na cidade. “Teve contrato na cidade por mais de 30 anos e foi incapaz de construir um reservatório que garantisse o abastecimento de água em períodos de seca, como agora”, afirmou.

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Pimentel afirmou ainda que a Copasa se afastou de seu objetivo, que é prestar serviço de qualidade aos mineiros. “Chegando ao governo, nós vamos fazer uma revisão profunda nesse tipo de procedimento na Copasa.” Segundo o candidato, a Prefeitura de Pará de Minas abriu licitação para contratação de empresa de água e esgoto. Oito companhias estariam participando da concorrência, o que, para o candidato, é prova de que o serviço é “um bom negócio”. “A Copasa poderia ter feito esse investimento”, avaliou.

Em 8 de maio, a Prefeitura de Pará de Minas decretou estado de calamidade pública por falta de água. O contrato do município com a Copasa terminou em 2009. A abertura dos envelopes das empresas que participam da licitação será dia 29. A cidade tem aproximadamente 90 mil habitantes. Do total, cerca de 70 mil sofrem com a falta d’água. Ao menos em parte, o abastecimento vem sendo feito por caminhões-pipa.
A Copasa negou as suspensões no fornecimento de água citadas por Pimentel. “Não é verídica a informação de que a Copasa faz um racionamento camuflado. A companhia informa que os reservatórios que abastecem a região estão com os níveis de oscilação previstos para o período de estiagem. No momento, não há risco de desabastecimento nem situações de intermitência no abastecimento, visto que a distribuição de água é caracterizada pela integração de vários sistemas de produção, localizados nas bacias dos rios das Velhas e Paraopeba. Essa integração permite flexibilidade e robustez ao abastecimento de água, tendo em vista que várias áreas da região podem ser abastecidas por mais de um sistema de produção”, diz a companhia, via assessoria.

Crise

Em relação a Pará de Minas, a Copasa afirma que vem mantendo o fornecimento de água na cidade, apesar de não haver um contrato com o município. “Independentemente da crise hídrica que assola a cidade (entre janeiro e março, choveu aproximadamente 30% da média histórica para o período no município), a empresa sempre manteve a prestação dos serviços relativos ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário locais.”

A empresa afirma ainda que “especificamente durante o período de estiagem, quando o nível dos mananciais que abastecem Pará de Minas está bem abaixo do normal, a companhia esclarece que o abastecimento vem sendo realizado por meio de 16 poços profundos perfurados na cidade (cuja vazão média é de 57 litros por segundo) e da água fornecida pela Estação de Tratamento de Água (ETA) local (vazão média de 65 litros por segundo). Em uma situação normal, a vazão média da ETA é de 240 litros por segundo”.

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