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Estado de Minas

Patrus segue em busca do aval da base

Diante de um auditório lotado de militantes do partido do seu vice, Patrus afirma que histórico de luta pela democracia une PT e PMDB


postado em 17/07/2012 06:00 / atualizado em 17/07/2012 08:12

Depois de garantir o apoio do comando do PMDB, o candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, Patrus Ananias, saiu nessa segunda-feira à caça das bases do partido. Ao participar de um encontro da legenda aliada na capital, o petista afirmou que as duas siglas têm histórico comum na luta pela democracia e que, em 1970, votou em Tancredo Neves, à época no MDB – precursor do PMDB –, para deputado federal. O candidato também elogiou o ex-presidente nacional do partido Ulysses Guimarães, morto em 1992. “Somos herdeiros do mesmo legado”, disse Patrus, para um auditório formado por aproximadamente 800 militantes da legenda, segundo a organização do encontro.

A aliança do PT com o PMDB, que indicou o vice na chapa, Aloísio Vasconcellos, foi fechada em Brasília em reunião da cúpula dos dois partidos um dia antes do fim do prazo para registro das candidatura, em 5 de julho.


Patrus encontrou os militantes peemedebistas ainda ressabiados com o posicionamento do partido, uma contraposição aos discursos inflamados dos integrantes da cúpula da legenda em apoio ao petista. Em parte, o pé atrás das bases pode ser explicado pela expectativa frustrada do presidente municipal do PMDB de Belo Horizonte, deputado federal Leonardo Quintão, que chegou a ser cotado para ocupar a vaga entregue a Vasconcellos.


O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o acordo entre os dois partidos em Minas reforça a aliança que as duas legendas mantêm no plano federal, com a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer. “Se o PT nos apoiou em 2010, porque nós não o apoiaríamos agora?”, questionou Raupp, se referindo ao lançamento de Hélio Costa (PMDB) para a disputa pelo governo de Minas, dois anos atrás, com Patrus Ananias como vice.


Sondagem

O PMDB aproveitou o encontro de ontem, que contou com a participação de candidatos a vereador e a prefeito de todo o estado, para fazer uma pesquisa sobre o posicionamento dos militantes em relação às alianças fechadas pela legenda. Uma das perguntas tinha como objetivo saber se os filiados aprovavam acordos para disputa de eleições proporcionais (vagas nos Legislativos). A tendência é de que o resultado da pesquisa guie o posicionamento do partido nas eleições para o governo do estado em 2014.


Um dos possível candidatos do PMDB ao Palácio da Liberdade daqui a dois anos, o senador Clésio Andrade, acredita que a união com o PT para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte pode se repetir na briga estadual. “Seja com um ou com o outro partido na cabeça de chapa”, avalia o parlamentar.

Fusão de legendas
O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), informou ontem que o partido negocia fusão com outras “três ou quatro legendas”. O parlamentar não quis revelar com quais siglas a negociação está em andamento. O anúncio do acordo deverá sair depois das eleições municipais.


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