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COMO EXPANDIR O SEU NEGÓCIO?

As pessoas investem e empreendem por propósito, mas também buscam retorno financeiro


postado em 28/10/2018 05:04

 

 

 








A Endeavor, organização global sem fins lucrativos que busca apoiar os empreendedores de alto impacto em seus desafios, realizou em sua página na rede social Twitter uma enquete que buscava entender em que modelo as pessoas pensavam primeiro quando cogitaram expandir seus negócios. A maioria votou em abrir outras unidades próprias, depois veio o modelo de franquias, em terceiro vieram as fusões ou aquisições e em quarto licenciar seus produtos. A partir disso, queremos discutir como avaliar se é o momento certo para a expansão empresarial e como escolher o modelo mais vantajoso, já que cada um desses modelos pode auxiliar em objetivos diferentes.

 Quando um negócio começa a crescer e não consegue mais atender à demanda dos seus clientes, o primeiro comportamento da maioria dos empresários é logo pensar na expansão por meio de mais uma unidade própria. Esse é o pensamento mais “lógico” e imediato, como foi comprovado pela pesquisa da Endeavor, mas não necessariamente o mais estratégico.

 É impossível falar do mundo dos negócios e não falar em capital. As pessoas investem e empreendem por propósito, mas também buscam retorno financeiro. Segundo o Sebrae, no cenário empresarial existem dois motivos para empreender: a oportunidade e a necessidade. Já para a expansão os motivos principais geralmente são aumentar o retorno financeiro, inovar, aumentar a participação de mercado e sobreviver em um mercado competitivo.

 Dessa forma, para desenhar uma estratégia eficiente é preciso avaliar a disponibilidade de capital, levando em conta todos os custos, seja para abrir uma nova unidade, para montar uma franqueadora, desenvolvimento de novos produtos, entre outros. Uma empresa pode realizar a expansão com capital, próprio, de terceiros ou financiamento.

 A curva de aprendizagem que define seu nível de conhecimento, experiência e entendimento de mercado também pode oferecer bons indicativos para entender se é o momento certo para a expansão. É possível identificar se o crescimento no número de clientes é motivado pela sazonalidade, por algum evento específico e se realmente é necessário expandir o negócio. Por isso, a decisão sobre uma expansão empresarial é mais segura quando se atinge o ponto máximo de crescimento, verificado no planejamento estratégico. Do contrário, o empresário pode perder o foco da operação do negócio atual, levando à queda na qualidade dos produtos e/ou serviços e gerando a perda de clientes e prejuízos ao empreendimento. Ao minimizar os riscos da expansão por meio do planejamento, podemos entender qual o modelo mais vantajoso.

 As fusões e/ou aquisições oferecem vantagens, como a possibilidade de investir em uma operação já lucrando e cartela de clientes já formada. No entanto, os desafios também são grandes, como o capital investido, que precisará ser alto. Mas o maior desafio gira em torno do alinhamento de valores e adequação cultural da empresa que está sendo comprada, já que os colaboradores precisam compartilhar os valores da nova empresa e aprender as práticas padrões e que geralmente são as que trazem bons resultados para a operação. O empresário pode enfrentar resistência dos mesmos e queda na produtividade, se não houver compatibilidade com o novo líder. Também pode ocorrer resistência por parte dos clientes já consolidados que não aprovam a nova marca, seja pelo preço, pelo atendimento, entre outros. Além do mais, essa decisão não depende somente da empresa que deseja comprar, mas também da empresa que será comprada.

 O licenciamento de produtos, por sua vez, pode representar uma boa oportunidade para aumentar a presença de mercado e divulgar a marca. Mas essa não é uma opção para todos os negócios. Ademais, é um processo que envolve um rigoroso planejamento de logística e custos altos de abertura de mercado, além de ser um modelo que não permite padronização.

 Nosso quarto modelo é a expansão por meio de franquias. Esse modelo oferece como vantagens o equilíbrio entre os fatores custo, controle e crescimento. O modelo de franquias também exige investimento, mas é geralmente menor do que nos outros modelos, já que o empresário precisará investir na formatação e estruturação da franqueadora, mas não na operação. O modelo, se bem construído, garante a padronização dos serviços/ produtos e uma boa divulgação da marca. No entanto, os cuidados principais para a garantir a efetividade do modelo são: escolher bons franqueados, escolher uma empresa confiável para a formatação do negócio, realizar a expansão de uma forma gradual para que se tenha controle de todas as unidades, já que expansões muito agressivas acabam provocando uma falta de controle e insatisfação por parte dos franqueados que não recebem o suporte ideal para obter bons resultados na operação.

 Para analisar as vantagens e desvantagens de cada modelo é importante realizar uma análise aprofundada do negócio e um planejamento dos objetivos que pretendem ser alcançados com a expansão empresarial.

 

 


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