Jornal Estado de Minas

COVID-19

Estados com baixa adesão na vacinação prioritária poderão vacinar por idade

Uma reunião entre o Ministério da Saúde, representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde decidiu, nesta quinta-feira (27/5), que os estados e municípios com baixa procura na imunização contra COVID-19 poderão adotar o critério de faixa etária, em ordem decrescente, para vacinação. A decisão é da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), uma instância do Sistema Único de Saúde (SUS).




 
Apesar da mudança, os estados continuarão garantindo o percentual de doses para os grupos prioritários. Com a decisão, começam a ser vacinadas pessoas entre 59 a 18 anos, sem comorbidades e de maneira gradativa, nos municípios que já estão avançados na imunização.
 
Os representantes da Saúde dos estados e municípios precisarão, agora, se reunir para avaliar a adoção da mudança na Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Se aprovada, a vacinação da população geral iniciará com as pessoas de 59 anos e, gradativamente, irá reduzindo a idade. 

Em várias partes do país, há uma sobra de vacinas no fim do dia, algo que pode levar ao desperdício de doses. A estratégia de imunização foi alterada para evitar que isso ocorra e, também, acelerar a vacinação.




 
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) propôs a mudança na semana passada em uma reunião geral da entidade e anunciou a conquista em rede social.
 
"Após articulação da nossa diretoria, a reunião tripartite do SUS indicou novas orientações para que estados e municípios possam adotar o critério de idade decrescente a partir de 59 anos", disse a entidade.
 
"O assunto foi discutido na semana passada, na nossa 80ª Reunião Geral, quando prefeitos debateram e tiraram posicionamento como um modelo para acelerar o processo e garantir vacinação de forma universal e equitativa em todo o país, sem privilégios, injustiças e eventuais fraudes", diz postagem nas redes sociais.
 
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o estado segue a ordem de vacinação dos respectivos grupos prioritários conforme o Ministério da Saúde e que Minas também participou do pedido de mudança nos critérios por meio do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 




 
O Ministério da Saúde contabiliza 48% do público com comorbidades vacinado e a expectativa é concluir daqui a duas semanas. Em entrevista ao O Globo, o secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira, disse que o conselho deixou claro que os municípios que têm vacinas disponíveis podem avançar por faixa etária.

"Deixamos claro que aqueles que já avançaram, que tiverem vacinas disponíveis, possam iniciar por idade. Esse é um pleito de todo país" disse Mauro ao O Globo. 

Em Belo Horizonte, a vacinação por faixa etária parou nos 60 anos e foi redirecionada para outros grupos prioritários. Segundo o último vacinômetro da Prefeitura de BH, divulgado nesta quinta-feira (27/5), 798.851 pessoas já foram imunizadas com a 1ª dose. Dessas, 138.668 são parte do grupo de comorbidades, que está sendo vacinado atualmente.  
 
A Prefeitura de BH afirmou, por meio de nota, que ainda não foi oficialmente comunicada da possibilidade de mudança na vacinação e aguarda a informação para avaliar a estratégia. Confira:  
 
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que, até o momento, não foi oficialmente informada sobre as alterações. Tão logo seja comunicada, as orientações serão avaliadas. 

 

Veja a nota da SES-MG na íntegra: 
 
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que, por meio do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), pleiteou junto ao Ministério da Saúde a continuidade da imunização contra a covid-19 adotando o critério “faixa etária”.  
 
Como a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) segue as orientações do Plano Nacional de Imunização (PNI), o órgão ainda aguarda  a formalização da proposta por meio do Ministério da Saúde. 





 
*Estagiária sob supervisão 
 
 


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  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.





  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

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  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

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