Publicidade

Estado de Minas GEORGE FLOYD

Minneapolis: passeata marca lembrança de um ano da morte de George Floyd

Foram quase 1.500 pessoas que ouviram discursos e se juntaram aos aos integrantes da família Floyd


24/05/2021 06:12 - atualizado 24/05/2021 08:00

(foto: AFP / Kerem Yucel)
(foto: AFP / Kerem Yucel)
Familiares de George Floyd e cidadãos de Minneapolis organizaram uma passeata no domingo para marcar o primeiro aniversário da morte do afro-americano por um policial branco, um fato que desencadeou protestos históricos contra a injustiça racial nos Estados Unidos.

Quase 1.500 manifestantes ouviram discursos e se uniram aos integrantes da família Floyd e de outras pessoas que morreram em ações da polícia.

Floyd, 46 anos, foi assassinado em 25 de maio 2020 pelo agente Derek Chauvin, que se ajoelhou sobre o pescoço da vítima por mais de nove minutos. O agora ex-policial, condenado por um júri por assassinato e homicídio culposo, receberá a sentença em 25 de junho.

A passeata começou com discursos nas proximidades do Hannepin County Government Center, no centro de Minneapolis, onde Chauvin foi julgado.
(foto: AFP / Kerem Yucel)
(foto: AFP / Kerem Yucel)

"Foi um longo ano, um ano doloroso. Tem sido muito frustrante para mim e para minha família", disse a irmã de George, Bridgett Floyd.

Ela disse que sua vida mudou "em um piscar de olhos" com a morte do irmão. "Permanecerei de pé e serei a voz dele", disse. "Vou permanecer firme e mudarei para ele".

A morte de Floyd provocou protestos contra a injustiça racial nos Estados Unidos e em todo o mundo.
(foto: AFP / Kerem Yucel)
(foto: AFP / Kerem Yucel)

O reverendo Al Sharpton, um veterano ativista, afirmou à multidão que o assassinato de Floyd foi "uma das maiores desgraças na história dos Estados Unidos".

"O que aconteceu a George Floyd, assim como a muitos outros, está provocando a mudança, não apenas nos Estados Unidos, e sim no mundo", afirmou.

"Eles pensaram que poderiam se safar, e vocês saíram às ruas, negros e brancos, jovens e velhos, em meio à pandemia, para exigir justiça", disse Sharpton.
(foto: AFP / Kerem Yucel)
(foto: AFP / Kerem Yucel)

A frustração aumentou em Minneapolis com a crescente violência. A revolta com o aumento da taxa de homicídios e outros atos de violência com armas de fogo (em um período recente de três semanas, três crianças foram atingidas por balas perdidas) resultaram na formação de patrulhas de cidadãos.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, planeja adicionar 200 agentes às escassas unidades de polícia da cidade e pediu mais ajuda de agências de segurança externa. Frey apoia os esforços da comunidade, incluindo as patrulhas de cidadãos.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade