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Estado de Minas BRIGA DE TORCIDAS

Atleticano é condenado a 19 anos de prisão por morte de cruzeirense

Guilherme Ribeiro foi condenado em júri popular pelo assassinato de Otávio Fernandes, morto aos 19 anos durante briga na Avenida Nossa Senhora do Carmo em 2010


09/09/2022 14:31 - atualizado 09/09/2022 14:30

Julgamento de torcedor atleticano
Guilherme foi condenado mais de 10 anos após briga entre torcedores de Atlético e Cruzeiro (foto: TJMG/ Divulgação)
Guilherme Lourenço Ribeiro, torcedor do Atlético acusado de participar do assassinato de um cruzeirense há mais de uma década, foi condenado, nesta sexta-feira (9/9), a 19 anos e 10 meses de prisão. O júri popular entendeu que o réu foi culpado pela morte de Otávio Fernandes, de 19 anos.

O réu permanecerá em liberdade até que o processo transite em julgado. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a Defensoria Pública recorrerá  da decisão, pedindo a prisão de Guilherme após a decisão em julgamento em primeira instância.

Torcedor do Atlético, Guilherme foi o último a ser acusado pelo assassinato de Otávio por ter sido reconhecido tardiamente nas imagens do crime, a partir de denúncia anônima. Em novembro de 2010, membros da Galoucura e da Máfia Azul, torcidas organizadas de Atlético e Cruzeiro, respectivamente, se envolveram em uma briga do lado de fora de um evento de luta, no espaço então chamado Chevrolet Hall, Região Centro-Sul de BH.

O evento contava com a presença de um lutador que dava aulas na academia da Galoucura, o que motivou a presença de membros da torcida no local. Ao saberem da presença de integrantes da Máfia Azul na parte externa do espaço onde as lutas aconteciam, os atleticanos deixaram o local e partiram para o confronto na Avenida Nossa Senhora do Carmo.

Durante a briga, Otávio Fernandes ficou sozinho e foi cercado por um grupo de torcedores do Atlético. Ele foi espancado até a morte e atingido por golpes com um cavalete de ferro na cabeça. Além de Guilherme, outros seis membros da Galoucura já foram condenados em 1ª instância pelo episódio.

Réu nega participação

Durante interrogatório, Guilherme confirmou que estava no Chevrolet Hall no dia do crime, mas que foi sozinho. O acusado negou participar da Galoucura e disse que sequer conhece algum membro da torcida.

Após assistir as imagens do processo durante o julgamento, Guilherme negou ser a pessoa que aparece atingindo a cabeça do torcedor do Cruzeiro com um cavalete de ferro. 


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