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Estado de Minas

Polícia prende homem que esfaqueou a ex-mulher em Belo Horizonte


postado em 03/03/2011 12:43 / atualizado em 03/03/2011 12:54

Suspeito alegou que estava embriagado quando atacou a mulher e não se conformava com o fim do relacionamento(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
Suspeito alegou que estava embriagado quando atacou a mulher e não se conformava com o fim do relacionamento (foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
A Polícia Civil prendeu um homem de 31 anos suspeito de esfaquear a ex-mulher, de 23, em Belo Horizonte. Hamilton José da Silva foi localizado na casa da madrasta em Viçosa, na Zona da Mata, para onde fugiu depois do crime.

Segundo a polícia, o eletricista morou com a jovem durante 10 anos no Bairro Taquaril, na Região Leste da capital. O casal tem dois filhos de 9 e 3 anos. No ano passado, Hamilton começou a agredir a mulher e ela chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o companheiro na Delegacia de Mulheres em novembro, quando o casal se separou.

No dia 9 de janeiro, a delegacia entrou com um pedido de medida protetiva para a vítima na Justiça, mas ele não foi acatado. No mesmo dia, Hamilton voltou à casa da mulher dizendo que queria ver os filhos e levar dinheiro para eles. O eletricista agrediu a jovem com cinco golpes de faca que atingiram rosto, peito abdômen. Ela foi socorrida em estado gravíssimo para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e sobreviveu.

Na quinta-feira passada, a polícia conseguiu localizar Hamilton em Viçosa. A Delegacia de Mulheres entrou com um pedido de prisão preventiva contra o eletricista, que foi preso na sexta. Em depoimento, Hamilton alegou que estava embriagado quando atacou a mulher e não se conformava com o fim do relacionamento. Ele está preso no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão.


Modelo de medida protetiva ainda apresenta falhas

Segundo a delegada Margaret Freitas, titular da Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte, o processo para concessão de medida protetiva, que obriga o agressor a manter determinada distância da vítima, costuma ser lento e não inibe a ação do autor. “A delegacia começa a investigar, abre inquérito e pede medida protetiva, que precisa ser determinada pela Justiça”.

Ainda de acordo com a delegada, o modelo de medida em vigor no Brasil é retirado dos Estados Unidos e precisa ter alguns pontos revisados. “Nos Estados Unidos o denunciado tem monitoramento eletrônico e aqui ele recebe apenas uma ordem judicial. As polícias, o Ministério Público e o setor judiciário precisam se reunir para chegar a um denominador comum para agilizar esses processos”, afirma.


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