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Estado de Minas ESTELIONATO

Golpe em venda de carros chama atenção para estelionato na internet

Falsa empresa com 200 funcionários atuava em Belo Horizonte e induzia vítimas a pagarem primeira parcela do veículo com a promessa de entrega imediata


26/05/2022 14:49 - atualizado 26/05/2022 19:26

Material apreendido pela Polícia Civil na operação que desmontou falsa empresa de venda de carros pela internet
Material apreendido pela Polícia Civil na operação que desmontou falsa empresa de venda de carros pela internet (foto: PCMG/Reprodução)

A Polícia Civil desmontou nesta quinta-feira (26/5) uma falsa empresa de call center que aplicava golpes com anúncios falsos de carros na internet. O caso chama a atenção para o crime de estelionato, bastante frequente no universo das compras online.
 
No caso noticiado hoje, a empresa fictícia induzia as vítimas a pagarem uma primeira parcela do veículo, prometendo a entrega imediata. Após a transferência do dinheiro, a pessoa era informada que só receberia o carro em 30 dias e era encaminhada a uma suposta financeira, onde recebia um falso contrato e o levava para casa.

Segundo o advogado Rafael Pereira, o episódio se trata de estelionato (art. 171 do Código Penal), quando a vítima é induzida a uma falsa concepção de algo, dando vantagem ilícita a quem comete o crime.
 
Chama a atenção o número de pessoas envolvidas: cerca de 200 funcionários atuavam no call center em BH. A investigação apontou que muitos deles não sabiam do golpe e acreditavam que estavam em um serviço regular.
 
A pena para estelionato é de 1 a 5 anos de reclusão. Os funcionários que alegaram não ter ciência do crime precisam provar esse desconhecimento.
 

Compras online


O período de isolamento social em meio à pandemia de COVID-19 impulsionou as negociações pela internet. O aumento do comércio online exige cuidados especiais do consumidor.
 
Segundo o advogado Rafael Pereira, a forma mais segura de comprar pela internet é identificar a empresa em sites de avaliação que mostrem que outras pessoas também foram atendidas.

Em São Paulo, por exemplo, há um site da Junta Comercial (Jucesp) onde é possível verificar o cadastro das lojas. Para companhias mineiras, esse serviço ainda não existe.

* Estagiário sob supervisão do subeditor Rafael Arruda


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