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Estado de Minas FILAS E ESPERA

Sufoco em BH: pacientes encaram filas e longa espera por atendimento médico

Além da demora no atendimento, usuários reclamam da falta de médicos para atender a população


05/01/2022 10:29 - atualizado 05/01/2022 10:51

Fila na espera do atendimento médico
Gente do lado de fora esperando atendimento nas UPAs e Centros de Saúde da capital (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

A lotação e as longas filas de espera por atendimento nos Centros de Saúde e Unidades de Pronta Atendimento (UPA) de Belo Horizonte se tornaram frequentes nos últimos dias, com o aumento da procura de pacientes com sintomas gripais. Além das filas, pacientes reclamaram da falta de médicos para atender a grande demanda.

 

Segundo a Secretaria de Saúde Municipal, nos últimos dias, a equipe de atendimento foi desfalcada porque alguns médicos apresentaram atestado. “Médicos e outros profissionais para plantões extras já foram contratados, de forma a cobrir as equipes desfalcadas, mas não foi possível recompor todas as equipes”, destaca a secretaria, por meio de nota.

 

Para tentar diminuir a espera, o horário de atendimento dos Centros de Saúde foi ampliado na capital. Na segunda-feira (3/1), as unidades das regionais Barreiro, Centro-Sul, Leste, Nordeste e Noroeste passaram a funcionar das 7h às 22h30, durante a semana, e das 7h às 22h aos sábados, domingos e feriados. A unidade da Região Oeste estendeu o horário na terça-feira (4/1).

 

As unidades da Pampulha, Pampulha e Norte estão funcionando com horário estendido desde o sábado (1/1). Não haverá aplicação de vacina contra a COVID-19 nas nove unidades.

 

Os centros de saúde com horário estendido vão atender pacientes com sintomas respiratórios leves e moderados, como tosse, coriza, febre, dor no corpo, mal-estar geral.

 

COINFECÇÃO

 

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a capital ainda não registrou nenhum caso de “flurona”, que é a coinfecção entre influenza (gripe) e COVID-19. O teste antígeno para COVID-19 é feito nos centros de saúde e nas UPAs. Grávidas, puérperas ou pessoas com comorbidade que tiverem sintomas respiratórios são submetidas ao PCR para diagnóstico definitivo

 

O exame de diagnóstico da influenza também é feito nas UPAs da capital. Todos os pacientes internados com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também são submetidos ao teste.

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, caso algum paciente seja diagnosticado com a “flurona”, o tratamento não é alterado: acompanhamento clínico e tratamento com antiviral somente para os casos de influenza.

 

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde investiga três caso de coinfecção em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Até o momento, nenhum caso de “flurona” foi confirmado no estado.


* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira

 


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