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Estado de Minas APÓS 269 DIAS

'Alerta máximo', diz infectologista depois de BH ficar no vermelho de novo

Desde 9 de abril de 2021, a enfermaria não ficava no vermelho. Mais: desde 24 de junho, nenhum indicador ficava no índice mais preocupante; especialista alerta


03/01/2022 22:38 - atualizado 03/01/2022 23:51

Enfermeira em primeiro plano com paciente com COVID-19 ao fundo
O boletim de hoje mostra que a ocupação de leitos na enfermaria subiu para 73,2% (foto: Douglas Magno/AFP )
"É alerta máximo agora para que a gente não seja surpreendido com um aumento mais explosivos dos casos". É assim que o infectologista Estevão Urbano define o atual momento de Belo Horizonte, onde a ocupação de leitos de enfermaria COVID-19 voltou a ficar no vermelho após 269 dias - quase nove meses. 

 

O estudioso, integrante do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Preitura de Belo Horizonte (PBH), credita a volta do índice mais preocupante às movimentações típicas de fim de ano. "Muitas viagens, reuniões, tivemos natal e réveillon... Acredito que seja consequência disso mesmo", afirma.  

 

"O aumento também pode ser reflexo da variante ômicron que pode estar relacionada à esse aumento", acrescentou.

 

Vermelho de volta

 

De acordo com o boletim divulgado pela PBH hoje (3/1), o primeiro de 2022, todos os índices tiveram algum acréscimo e a ocupação de enfermaria direcionada para COVID-19 voltou a ficar no patamar mais preocupante - a última vez havia sido no dia 9 de abril do ano passado.

Desde 24 de junho de 2021 nenhum indicador ficava no vermelho. Naquele dia, a ocupação de UTI/COVID estava no índice mais alto e, depois disso, não ficou mais no vermelho - oscilando entre verde e amarelo. BH ficou, ao todo, 193 dias sem qualquer um dos três indicadores no nível mais preocupante.  

 

Alerta ligado

 

O boletim de hoje mostra que a ocupação de leitos na enfermaria subiu para 73,2%. No último balanço, divulgado na sexta-feira (31/12), a taxa estava em 65,2% - ainda no amarelo.

 

Em relação aos outros dois índices, apesar de alta, ambos continuam no amarelo. A taxa de transmissão subiu de 1,17, na última sexta, para 1,18, hoje. Isso significa que 100 pessoas podem transmitir o vírus da COVID-19 para outras 118.

 

E a ocupação dos leitos UTI/COVID subiu de 51,7% para 60,7%. 

 

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde também registrou três novas mortes e novos 189 casos de COVID-19. 


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