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Estado de Minas Abusos sexuais

Estuprador de oito crianças é descoberto e preso em Arinos

O primeiro estupro foi numa fazenda onde o homem trabalhava e a vítima foi a filha de seu patrão


25/11/2021 15:23 - atualizado 25/11/2021 16:26

Cidade de Arinos
Estuprador escolhia, sempre, crianças entre 6 e 11 anos, e já era procurado pela justiça do Rio de Janeiro (foto: m.wikipédia.com)

Um homem de 49 anos, foragido da Justiça do Rio de Janeiro, está sendo indiciado pelo estupro de oito crianças nos últimos 20 anos, na região de Arinos, no Norte do estado.  O homem era procurado desde o início dos anos 2000 e foi preso pela Polícia Civil da cidade mineira, onde estava, esse tempo todo, sempre utilizando documentos falsos.


A prisão ocorreu em 28 de outubro último e, desde então, a polícia mineira vinha trabalhando na identificação do suspeito e também nos crimes que supostamente teriam sido cometidos por ele.


O ciclo de violência começou a ser quebrado quando quatro mulheres decidiram ir até a delegacia de polícia relatar o que havia acontecido quando eram crianças.


Depois da denúncia inicial, os policiais descobriram novas vítimas. No dia 19 de outubro, uma das testemunhas relatou que o suspeito, um dia depois de chegar a uma fazenda, local onde teria sido acolhido, começou a abusar sexualmente da filha do dono da casa que o hospedou.


Essa prática teria durado anos, não só com essa vítima, mas com várias outras crianças, geralmente meninas entre 6 e 11 anos, que eram obrigadas a manter relações sexuais com o investigado.


Mesmo sendo um crime de difícil apuração, por conta do tempo já decorrido dos atos, a investigação evoluiu. As vítimas, em seus depoimentos, contaram um mesmo modus operandi do estuprador, que sempre utilizava os mesmos locais, utilizando o mesmo tipo de ameaça.


Depois da prisão do investigado, outras testemunhas foram ouvidas, entre elas uma que contou que o suspeito tentava agradar sua filha de 2 anos. “Ele pedia pra passear sozinho com minha filha."


As investigações apontam, ainda, que a maioria das crianças que foram violadas, ameaçadas e agredidas, apresenta sequelas na vida adulta, com sintomas de baixa autoestima, depressão e síndrome do pânico.




 


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