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Estado de Minas GREVE

Motoristas de ônibus de BH mantêm greve nesta segunda-feira (22/11)

Justiça do Trabalho determinou que pelo menos 60% da frota de ônibus em Belo Horizonte circule. Segundo o sindicato, o efetivo mínimo será mantido


21/11/2021 16:56 - atualizado 21/11/2021 17:16

Ônibus do Move em Belo Horizonte
A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Rodoviários de BH em conjunto com a categoria (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Os motoristas de ônibus de Belo Horizonte decidiram manter a greve marcada para esta segunda-feira (22/11). Sendo assim, ônibus coletivos prometem não rodar a partir de meia-noite.

Entretanto, a Justiça do Trabalho determinou que pelo menos 60% da frota de ônibus em Belo Horizonte circule.

A decisão foi tomada na última sexta (19/11) pelo desembargador Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto, 1º Vice-Presidente do TRT da 3ª Região, depois que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) entrou com um recurso na Justiça. O desembargador estipulou uma multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH) informou que será mantida a frota mínima.

Na última sexta (19/11), o encontro do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), que tinha o intuito de evitar a greve anunciada pelos motoristas de ônibus não resultou em conciliação.

Questionado sobre a adesão dos motoristas à greve, o sindicato informou que não há como prever se a mobilização será total ou parcial.

A adesão dos trabalhadores à paralisação ocorre pela falta de reajuste salarial pelo terceiro ano consecutivo. Anteriormente já havia acontecido quatro tentativas de negociação, mas os empresários, ainda assim, não apresentaram nenhuma proposta de reajuste, segundo o sindicato.

Além do reajuste salarial de 9%, entre as reivindicações dos motoristas estão o tíquete-alimentação de R$ 800, o pagamento do tíquete no atestado, remoção do banco de horas e o abono salarial de 2019 e 2020. A retirada da limitação do passe livre, manutenção do passe livre para o afastado e melhoria no plano de saúde também fazem parte da negociação. (Com informações de Vinícius Prates)


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