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Estado de Minas PROJETO SOCIAL

Penitenciária de Neves doa mais de 800 quilos de hortaliças

Principais produtos cultivados no presídio, alface, mostarda e almeirão são doados para o Banco de Alimentos do município


16/11/2021 11:41 - atualizado 16/11/2021 12:11

policiais e integrantes do projeto posam para foto diante de carregamento de hortaliças
Nas duas últimas coletas foram doadas um total de 820 quilos de folhas e o projeto está beneficiando aproximadamente 4 mil pessoas. (foto: Prefeitura de Ribeirão das Neves)
A Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, retomou neste mês a parceria com a prefeitura local para doar hortaliças, cultivadas no presídio, para o Banco de Alimentos do município.
 
A produção é feita em um terreno que pertence à penitenciária, e os principais produtos cultivados são alface, mostarda e almeirão. Nas duas últimas coletas, foram doadas um total de 820 quilos de folhas.
 
Essas hortaliças são captadas pelo veículo do Banco de Alimentos e são encaminhadas às Organizações Socioassistenciais (OSCs), regularmente cadastradas, beneficiando aproximadamente 4 mil pessoas.
 
Na parceria, é utilizada a mão de obra dos presos para o cultivo das verduras, com o apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), e esses alimentos são colhidos e doados, beneficiando a população em situação de vulnerabilidade social.
 
“Assim, os apenados têm a chance de reinserção no mercado de trabalho, com a oportunidade de profissionalização, aprendendo na prática os saberes da horticultura, além da oportunidade da remissão de pena, uma vez que a cada três dias trabalhados, é reduzido um dia na pena”, explica a prefeitura, por meio de nota.
 
Com as doações, as instituições cadastradas podem contribuir para a garantia da segurança alimentar e nutricional da população atendida, possibilitando o consumo de mais nutrientes, a partir da oferta de alimentos in natura.
 
“A produção das hortas desta unidade prisional envolve ação social, ressocialização dos presos e união de esforços de pessoas e instituições em prol da sociedade”, destaca a prefeitura.
 
A penitenciária é a maior e mais antiga do Estado em território, com mais de mil hectares, e abriga a maior reserva de Mata Atlântica do município. 
 
A unidade foi construída nos formatos de uma colônia agrícola, onde os detentos podiam trabalhar em atividades de agricultura, agropecuária e piscicultura.
 
Ainda em fase de planejamento, serão cultivados outros alimentos como milho, chuchu e cenoura. Segundo a prefeitura, o cultivo de hortaliças no presídio ainda não é feito em larga escala, mas o objetivo é que as doações sejam feitas semanalmente.
 


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