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Estado de Minas SUL DE MINAS

Queijos de Bueno Brandão conquistam prêmios no 'Oscar' do segmento

O 33º World Cheese Awards, realizado na Espanha e considerado o mais importante concurso do setor, premiou seis queijos do laticínio Serra das Antas


10/11/2021 18:37 - atualizado 10/11/2021 18:52

Montagem com fotos de queijo, uma pessoa e os prêmios
Queijos fabricados em Bueno Brandão, no Sul de Minas, recebem seis prêmios no "Oscar do queijo" (foto: Latícínio Serra das Antas/Divulgação)
A zona rural de Bueno Brandão é o cenário onde são fabricados queijos finos, semelhantes aos europeus, e que conquistaram importante prêmio internacional na última semana. O Latícínio Serra das Antas enviou sete queijos para o 33º World Cheese Awards, considerado o “Oscar do Queijo”, e foi premiado com seis.

O concurso foi realizado em Oviedo (Espanha), em 3 de novembro. O Latícínios São João, do município sul-mineiro de Cruzília, recebeu dois prêmios.
 
“Eu até não esperava essa premiação, já que tem muitos queijos de fora do Brasil”, conta Airton Gianesi da Costa, proprietário da marca Serra das Antas. Ele acrescenta que o produto que ele comercializa tem alta qualidade e sabor, mas que há muitos queijos bons produzidos em todo o mundo.

“O concurso tem representante e ponto de coleta no mundo todo. E o representante aqui no Brasil é cliente nosso e nos falou do concurso. Eu separei sete queijos e enviei. E seis deles foram premiados”, afirma.
 
Dois queijos brasileiros conquistaram o selo dourado: o tipo Reblochon, da empresa de Airton, e também o catarinense Vale do Testo, da Pomerode. O laticínio de Bueno Brandão foi o único brasileiro na categoria prata, com duas premiações: para os tipos de queijo Lua Cheia e Comté.
 
O selo bronze teve nove brasileiros vencedores, sendo apenas de MG e SP. Do estado mineiro, são quatro prêmios conquistados pela empresa de Bueno Brandão para os queijos Vó Bastião, Parmesão e Tipo Raclette, e também dois para o Laticínios São João, de Cruzília, nas categorias Requeijão cremoso e Tipo Quarck.
 
Os queijos paulistanos que conquistaram o selo bronze são Tulha e Caprinus, da Fazenda Atalaia, de Amparo (SP) e Serra do Lopo e Dolce Bosco, da Capril do Bosque, de Joanópolis (SP).
 

Fama internacional

A fama dos queijos mineiros é conhecida no Brasil e exterior há décadas. Essa cultura provém da tradição da pecuária e da fabricação, muitas vezes artesanal, que começa com famílias.

E a marca Serra das Antas, que se destacou no “Oscar do Queijo”, é uma empresa familiar fundada pelo casal Airton Gianesi da Cota e Waldeci Coutinho.
 
Airton veio de São Paulo para Bueno Brandão há 35 anos. A família dele iniciou a produção de leite de cabra na zona rural, perto da MG-295. Produzir queijos foi algo que começou em casa, mas que, com a proporção maior a cada ano, gerou a criação da indústria Na Morada, em 1992.
 
São processados mensalmente 6 mil litros de leite de vaca e 2 mil litros de leite de cabra atualmente para fazer os queijos. O produto tem como mercado principal São Paulo, onde a empresa instalou um escritório e câmara fria para distribuição.

Apesar de estar instalada no Sul de Minas, a maior parte da produção segue para o estado de São Paulo e capitais como Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Brasília e, agora, Belo Horizonte.
(Nayara Andery - Especial para o EM) 


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