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Estado de Minas REBELIÃO

Presos ateiam fogo em colchões na Dutra Ladeira; há feridos em estado grave

Ao menos 18 detentos ficaram feridos, cinco em estado grave; com capacidade para 1.047 presos, presídio abriga 2.270 internos


04/11/2021 15:51 - atualizado 04/11/2021 18:11

Momento do resgate de presos por bombeiros, com uso do helicóptero Arcanjo
Momento do resgate de presos feridos por bombeiros, com uso do helicóptero Arcanjo (foto: CBMG/Divulgação)

Um princípio de rebelião na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, deixou presos feridos, seis em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro graus, nesta quinta-feira (4/11). Os presos atearam fogo em colchões, e o incêndio acabou ganhando grandes proporções.


O motim, iniciado no início tarde em uma das celas, que abrigava cerca de 20 detentos, foi controlado por guardas penais, que apagaram o fogo e socorreram as vítimas.


Oito detentos tiveram ferimentos leves e foram tratados na enfermaria do presídio. Os demais tiveram que ser removidos para o Hospital do Pronto Socorro João XXIII.


Foi solicitada ajuda do Corpo de Bombeiros, com o acionamento do helicóptero Arcanjo. Os demais presos foram transportados pelo Samu. Uma investigação foi instaurada pela Polícia Penal para saber os motivos do princípio de rebelião.


Superlotação


O motim teria como causa a superlotação do presídio, que tem capacidade para 1.047 presos, no entanto, está com mais que o dobro de sua capacidade. Hoje, são 2.270 internos, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Parentes dos presos também relatam superlotação nas celas. Não foi, até o momento, detectada nenhuma fuga.

 

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que um detento foi responsável por iniciar o incêndio. A identificação foi feita pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).

 

Segundo a pasta, havia 18 presos na cela. Doze deles foram encaminhados para hospitais de Belo Horizonte e de Ribeirão das Neves para atendimento por inalação de fumaça ou queimaduras.

 

"Entre os que sofreram queimaduras, cinco foram transportados de forma aérea, pois os casos são mais graves. Os seis custodiados restantes foram atendidos pela equipe médica da própria unidade prisional", disse a Sejusp. 

 

A nota informa, ainda, que apesar da imediata ação de contenção por parte dos Policiais Penais, as chamas se alastraram rapidamente em virtude do vento, causando mal aos demais 17 ocupantes da cela em que estavam.

 

A Sejusp diz ainda que: “O ocorrido na unidade não se trata de uma rebelião, e no momento a ação já está controlada no interior da unidade prisional. A direção do presídio irá instaurar um procedimento interno de investigação para apurar administrativamente o fato. O Depen-MG seguirá acompanhando o estado de saúde de todos os custodiados. Nenhum servidor foi atingido. Mais informações serão disponibilizadas em momento oportuno”. 

 


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