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Estado de Minas VÍTIMAS DE AGRESSÃO

Filhas de casal agredido por motorista de aplicativo estão traumatizadas

Criança de 3 anos não quer ficar na escolinha e adolescente de 15 não consegue dormir direito nem quer mais andar em carros de aplicativos


17/10/2021 11:07 - atualizado 17/10/2021 12:05

Mulher mostra os ferimentos nos pés após ser agredida pelo motorista de aplicativo
Mulher mostra os ferimentos depois de ser agredida pelo motorista de aplicativo (foto: Reprodução/WhatsApp)

As agressões de um motorista de Uber a um chefe de família e à sua mulher, na última quinta-feira (14/10), traz consequências para as duas filhas do casal, uma menina de 3 anos e uma adolescente de 15, que, segundo informações de parentes, estão assustadas e temem até mesmo sair de casa. O fato aconteceu no Bairro Piratininga, Venda Nova, Região Norte de Belo Horizonte.


Segundo familiares, a menina de 3 anos, ao chegar na escolinha, disse para a professora que tinha de ir embora para ficar com os pais, pois tinha medo que “o moço batesse neles”. A menina teria passado a tarde inteira afastada dos colegas e dizendo que queria ir embora para casa.


A filha adolescente, desde que aconteceram as agressões - ela e a irmã também estavam no carro e assistiram a tudo -, não consegue mais dormir a noite inteira.


Segundo os pais e parentes, ela acorda de madrugada, assustada e não quer mais andar de Uber. No sábado, para visitar a avó, preferiu ir de táxi.


A família contesta a versão do motorista, que afirma que havia quatro pessoas no carro, sendo que na verdade, eram dois adultos, a adolescente e a criança.


O caso

Na última quinta-feira, uma família solicitou uma corrida pelo aplicativo. Quando o carro chegou, o pai, de 46 anos, a mulher e as duas filhas, ocuparam o banco traseiro. O motorista não gostou e disse que ele tinha de assentar no banco da frente. Teria falado de maneira ríspida.


O cliente contestou e teria ressaltado que os próprios motoristas do aplicativo não gostavam e não recomendavam que houvesse passageiro no banco dianteiro. Disse que a menina de 3 anos ficaria no seu colo. Explicou, ainda, que não poderia ir na frente porque é do grupo de risco para a COVID-19 por ter problemas crônicos de saúde.


O condutor, nesse instante, respondeu que não poderia levar a família daquela forma e o pai das meninas falou para o motorista cancelar a corrida, mas ele mandou os passageiros cancelarem.


Houve um início de discussão e, depois disso, o passageiro desceu do carro com a família e disse que cancelaria a corrida. “Se você não teve um bom dia, não tem que descontar nas pessoas, não”, teria dito o pai ao motorista.

 

Ao dar as costas para o veículo, o pai de família foi surpreendido pelo condutor, que o atacou com uma “gravata”. Segundo uma parente do homem, a mulher tentou defender o marido, mas foi empurrada para longe. Ela sofreu escoriações nos pés. O homem também bateu a cabeça do passageiro contra o capô do carro. 


As agressões só pararam quando um vizinho viu o que estava acontecendo e se aproximou. O motorista entrou no carro, para fugir, mas, antes, deu ré no veículo e quase atropelou a família.

 

A família fez uma queixa junto ao aplicativo, Uber, que divulgou a seguinte nota:

“A Uber considera inaceitável o uso de violência. Esperamos que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados.

 

Esse tipo de comportamento configura violação aos termos de uso da plataforma e a conta do motorista parceiro já foi desativada, enquanto aguardamos pelas apurações. A empresa permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.

 

Desde o início da pandemia no Brasil, a Uber vem adotando medidas de prevenção  para amenizar os impactos causados pela crise da COVID-19. A Uber segue orientando seus parceiros e usuários sobre as recomendações e determinações das autoridades de saúde e autoridades locais e indica o uso de máscara, a utilização do banco traseiro do carro, janelas abertas para ventilação, além da higienização constante dos veículos como forma de prevenir o contágio da doença.”

 

(Com informações de Cristiane Silva) 


 


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