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Estado de Minas FIM DO IMPASSE

Cirurgias eletivas serão reiniciadas em Itaúna

Mais de 2.500 pessoas aguardam na fila há mais de dois anos por uma cirurgia na cidade. Uma paciente faz uso diário de medicamento para dor há mais de um ano


20/09/2021 20:03 - atualizado 20/09/2021 20:34

Mais de 2.500 pessoas aguardam na fila por uma cirurgia eletiva em Itaúna
Mais de 2.500 pessoas aguardam na fila por uma cirurgia eletiva em Itaúna (foto: Prefeitura de Itaúna/Divulgação)
Itaúna voltará a realizar cirurgias eletivas a partir da próxima semana. A retomada, suspensa desde fevereiro, já poderia ter ocorrido desde junho, quando a cidade do Centro-Oeste mineiro foi liberada pelo programa Minas Consciente. No entanto, o Hospital Manoel Gonçalves (HMG) e a prefeitura travaram uma negociação que se arrastou por meses.
 
 
"No dia seguinte ( à publicação da matéria ) o hospital já deu o ok e agora todos os setores do hospital já estão cientes. Os médicos também já estão sabendo desse retorno e agora já vamos começar nesta semana as avaliações pré-cirúrgicas e provavelmente as primeiras cirurgias devem acontecer já na semana que vem", afirma o secretário municipal de Saúde, Fernando Meira.
 
Ainda conforme Meira, o HMG - que atende a população da cidade - já enviou ao município a lista de procedimentos que poderão ser realizados.
 
A negociação entre a prefeitura de Itaúna e o Hospital Manoel Gonçalves começou no final de junho, quando a cidade atendeu aos requisitos previstos pelo Minas Consciente para a retomada das cirurgias eletivas - mesmo estando na Onda Amarela.

De um lado, o hospital alegava perda de receita devido à alta nos custos de cirurgias. Do outro a prefeitura oferecia um valor três vezes maior em relação à tabela do SUS.
 

Uso diário de medicamento para dor

 
Enquanto a negociação entre o poder público e a casa de caridade se arrastava, os casos dos pacientes se agravam. Uma paciente, que prefere não ser identificada , contou que há um ano faz uso de medicamento todos os dias para suportar a dor causada pela inflamação na vesícula.

O médico indicou há mais de um ano a cirurgia para a retirada da vesícula. Além disso, ela recebeu, inclusive, um laudo indicando a urgência da cirurgia. "Todos os dias eu passo mal. A dor no lado é constante, eu sempre tenho vômitos e todos os dias tomo remédio pra dor há mais de um ano", relata.

"Tem dias que não consigo nem sair de casa. Não sei mais o que fazer e imagino que deve ter muito mais gente na mesma situação que eu", complementa a dona de casa, ao apontar o lugar onde sente as dores constantes, na lateral do corpo.
 

Sem definição de datas

 
De acordo com o secretário de Saúde de Itaúna, Fernando Meira, as cirurgias vão ser realizadas obedecendo aos critérios de entrada dos pacientes na fila e de urgência.
 
"Os pacientes que estão na fila já deram entrada com a documentação na Regulação (setor da prefeitura de Itaúna que trata da marcação de cirurgias), agora é só aguardar mesmo", informa Meira.
 
Ele explica que não há como dar uma previsão para as pessoas de quando a cirurgia será agendada, pois há uma conjunção de vários fatores até que a data da cirurgia seja definida.
 
"Essa é uma questão complexa. Depende de várias coisas: número de pessoas na frente, quantidade de prioridades, disponibilidade de cirurgias no mês, pessoas com risco cirúrgico ok, dentre outros", lista o secretário.

"Por isso é tão difícil precisar um número. Mas, normalmente, para a pessoa, é informado quando as cirurgias estão sendo feitas e qual o número médio de cirurgias no mês", finaliza Meira.


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