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Estado de Minas JUSTIÇA

Filha de motorista de aplicativo preso diz que drogas eram de passageira

Motorista fez corrida para passageira que portava mochilas com maconha e cocaína e acabou parado em blitz; os dois estão presos há um mês


22/07/2021 13:11 - atualizado 22/07/2021 14:02

José Adriano foi preso com passageira que carregava drogas entre seus pertences(foto: Redes Sociais/Reprodução)
José Adriano foi preso com passageira que carregava drogas entre seus pertences (foto: Redes Sociais/Reprodução)
A contadora Lorena Zompolli, de 23 anos, publicou nas redes sociais um pedido de ajuda para libertar o pai, José Adriano de Sousa Lima, de 45, que está preso em  Juiz de Fora, na Zona da Mata, suspeito de tráfico de drogas.

Lima é motorista de aplicativo e foi preso durante uma corrida que partiu do Rio de Janeiro. No trajeto, foi parado em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que encontrou 4kg de drogas entre os pertences da passageira, que se encontrava no banco de trás. 

Segundo Lorena, o caso aconteceu em 18 de junho e, desde então, o pai e a passageira estão presos. A corrida foi acionada por Tairiny Cristini Duarte Custódio, de 26, que estaria portando a mala onde as drogas foram encontradas e o destino era a cidade mineira de São Tiago, na Região Central do estado.
"Ele havia feito uma corrida particular para um hospital na Penha, no Rio de Janeiro, para um amigo da minha mãe. Depois, ele ligou o aplicativo e pintou essa corrida. Pelo valor da corrida e por ela ser longa, ele aceitou. Ele não conhece a passageira, ele não tem qualquer associação com o tráfico de drogas, é réu primário, tem casa, é pai e chefe de família", defendeu Lorena.

A família entrou com um pedido de revogação da prisão do motorista, que acabou negado. Um pedido de habeas corpus também foi impetrado, mas novamente negado em caráter liminar.

Lorena disse que o carro que está em seu nome e está apreendido no pátio já está em quase R$ 2 mil. Não sei quando ele será liberado, enquanto isso, o valor vai virando uma bola de neve."

O advogado Ulisses Sanches da Gama, que defende Tairiny Duarte, disse que a cliente estava muito nervosa no momento da prisão e por isso decidiu ficar calada. E que teria sido ameaçada e coagida a transportar a droga até a cidade de São Tiago.

"Ela foi coagida no Rio de Janeiro, em uma favela, a transportar essa droga para Minas. Um parente dela possui uma dívida com os traficantes e ela teve que fazer o transporte. Na prisão, ela se reservou ao direito de ficar calada. Ela estava muito apavorada, não sabia o que fazer, porque, segundo ela, na comunidade onde mora, falar alguma coisa é o mesmo que ser condenado à morte", explicou Gama. Ele disse  que a versão será compartilhada pela suspeita durante depoimentos à Justiça. 

Em nota, o aplicativo 99 POP respondeu: "Assim que tomamos conhecimento, imediatamente mobilizamos uma equipe responsável por compartilhar as informações necessárias. Porém, pela legislação vigente, o envio de  dados de usuários depende de prévia autorização das autoridades.  Entramos proativamente em contato com a polícia e aguardamos essa etapa para seguir colaborando. Continuamos a postos para apoiar as investigações no que for necessário para que o caso seja esclarecido o mais breve possível".


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