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Estado de Minas RETORNO

Desaparecido há duas semanas no Rio, mineiro de Igarapé volta para casa

Auxiliar de serviços gerais não foi mais visto durante excursão em Cabo Frio e voltou para Minas Gerais depois da ajuda de pessoas desconhecidas


13/06/2021 17:35 - atualizado 14/06/2021 14:28

Bruno Antônio ficou quase duas semanas desaparecido no litoral do Rio de Janeiro(foto: Arquivo pessoal)
Bruno Antônio ficou quase duas semanas desaparecido no litoral do Rio de Janeiro (foto: Arquivo pessoal)

Parentes e amigos do auxiliar de serviços gerais Bruno Antônio Lourenço, de 31 anos, se surpreenderam com uma notícia muito positiva. Depois de praticamente duas semanas desaparecido em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, o mineiro nascido em Igarapé regressou à cidade natal na noite de sexta-feira (11/6). 
 
Os familiares estavam sem notícias desde que Bruno não foi mais visto depois de se desentender com um proprietário e um garçom de um quiosque no litoral flumense por causa de uma dívida que ele não poderia pagar. Ele havia ido à praia com amigos entre os dias 28 e 30 de maio numa excursão. 

Segundo testemunhas, Bruno conheceu um casal na viagem e começou a beber com eles. Depois de algum tempo, as pessoas teriam deixado a conta de cerca de R$ 200 para o mineiro quitar no local, mas ele não tinha dinheiro. O turista teve o celular furtado pelo casal. 

Em seguida, os responsáveis pelo quiosque foram até a pousada onde Bruno estava hospedado para cobrar a dívida. Ao discutir com eles, o mineiro pegou sua mochila e fugiu. Logo, o ônibus voltou para Minas Gerais sem ele. 

O motorista da empresa avisou à família em Igarapé. Logo, o pai e a irmã de Bruno foram a Cabo Frio para prestar queixa à Polícia Civil e acompanhar as investigações. No entanto, ele não foi encontrado.

Segundo a família, o mineiro ficou as duas semanas sobrevivendo graças à ajuda de outras pessoas. Além de ganhar parte do dinheiro para passagens, ele pegou carona e fez baldeação. 

“Ele estava num lugar sem conhecer ninguém, sem saber onde dormir e teve de pedir comida. A pessoa fica assustada. Ele estava cansado, não dormiu bem, nem encontrou água”, relatou a mãe de Bruno, Maria do Rosário de Fátima, de 61 anos. 

“Ele foi à rodoviária e pediu ajuda, disse que era de Minas Gerais. Deus colocou pessoas boas em seu caminho”, acrescenta a mãe, que diz que o filho ficou um pouco assustado com todo o episódio. 

Maria do Rosário conta que ficou duas semanas muito angustiada com a falta de notícias de Bruno: “Meu coração de mãe estava tão atormentado. Você não sabe o que é comer e beber, sem saber a decisão que você toma. Quando ele chegou no portão, até assustei. Agora tudo está em paz.” 




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