
A pitbull, que tem traços da raça american bully, foi levada pelos militares da 16° Companhia de Polícia da capital mineira para uma clínica veterinária. Os agentes dividiram os custos médicos e passaram a buscar um lar para a cachorra. Depois, foram orientados a procurar o marceneiro e músico Marcelo Rocha, que aceitou ficar com o animal.
A pet de pelos marrons ainda não tem nome. A soldado Ágatha Santiago, que participou da ação de resgate, conta que o animal tinha aspecto abatido, com o rabo entre as pernas. Cidadãos que passavam pela Pedro I tentaram alimentá-la, mas a comida foi recusada.
“Deu para ver que ela estava bem mal, muito magra. E não estava comendo”, diz a policial.
Agora, a cachorrinha, que aparenta ter cerca dois anos e meio, já aceita as porções de água e ração oferecidas por Marcelo e sua esposa. Embora ainda se assuste com tentativas de interação e esteja debilitada, o cão é descrito como amável.
“É uma cachorra muito tranquila e dócil”, garante o músico. “Acredito que essa cachorra estava há mais de trinta dias na rua”, lamenta.
Na clínica veterinária, o cão passou por exame para detectar leishmaniose. Marcelo aguarda o resultado do teste para saber os rumos do animal. Se forem constatados riscos à saúde de seus familiares e dos dois outros animais que mantém, ele pretende acionar o setor de zoonoses da Prefeitura de BH. Se houver resultado negativo, pretende adotá-la de vez.
