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Estado de Minas PRISÃO PREVENTIVA

Ex-prefeita de Morro do Pilar é presa após dois anos foragida

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal, indicam que entre 2004 e 2017 Vilma Maria Diniz Gonçalves teria fraudado diversas licitações


28/05/2021 12:20 - atualizado 28/05/2021 17:16

Morro do Pilar, Região Central de Minas Gerais(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Morro do Pilar, Região Central de Minas Gerais (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Vilma Maria Diniz Gonçalves, ex-prefeita do município de Morro do Pilar, na Região Central de Minas, foi presa nessa quinta-feira (27/5). A prisão preventiva foi decretada pela Justiça no curso de uma ação penal em 2019, que apurou delitos como patrocínio privado em licitação pública, crime de responsabilidade, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Desde então ela estava foragida

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), entre 2014 e 2015, a ex-prefeita e outros réus violaram a legalidade de um processo licitatório com o objetivo de beneficiar empresa registrada em nome de um "testa de ferro" de Vilma Diniz, que seria a verdadeira proprietária.

Uma segunda empresa que também venceu a licitação teria transferido todo o pagamento feito pelo município – cerca de R$ 193 mil – a outra sociedade empresária, que também teria a ex-prefeita como dona oculta.

Além disso, segundo a denúncia, a ex-prefeita seria responsável por orçamentos falsos produzidos para beneficiar, em convênio com o estado de Minas Gerais, empresas às quais ela era ligada.

Foram descritas, ainda, condutas como a prática de sobrepreço de mercadorias adquiridas pelo município e o pagamento por bens não entregues, em valores superiores a R$ 400 mil.

A prisão preventiva da ex-prefeita foi decretada em maio de 2019, mas ela estava foragida. 

O delegado Thiago Machado, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), informou que as investigações, conduzidas pela Polícia Federal, indicam que entre 2004 e 2017 a suspeita teria fraudado diversas licitações.

 "Pelas informações que recebemos, ela registrava empresas de propriedade dela no nome de terceiros para manipular o processo licitatório", explicou.

"Além disso, ela teria tentado adulterar provas e persuadir testemunhas", disse.

A partir de levantamentos, equipes da Draco e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) monitoraram o paradeiro da foragida e identificaram imóveis em que ela estaria residindo, na região do Bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

Após formalização do mandado de prisão, expedido em maio de 2019 pela Justiça em Conceição do Mato Dentro, ela foi encaminhada ao sistema prisional.


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