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Estado de Minas CRIME NA SEMANA SANTA

Jovem é preso suspeito de matar amigo a facadas enquanto ele dormia

Crime ocorreu na manhã do Sábado de Aleluia. Segundo a polícia, assassinato ocorreu após o suspeito aparecer alterado em almoço de família


20/04/2021 11:03 - atualizado 20/04/2021 11:20

Rua onde o crime ocorreu, no Bairro Candelária, na Região de Venda Nova(foto: Reprodução da internet/Google Maps)
Rua onde o crime ocorreu, no Bairro Candelária, na Região de Venda Nova (foto: Reprodução da internet/Google Maps)
 
O uso de drogas teria sido o motivo de um assassinato ocorrido na Semana Santa no Bairro Candelária, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Um homem de 27 anos foi preso suspeito de matar a facadas um amigo, de 46.

A vítima era tio da ex-companheira do agressor e estava dormindo quando recebeu os primeiros golpes. O resultado das investigações foi apresentado pela Polícia Civil nesta terça-feira (20/4) em uma coletiva virtual de imprensa.

De acordo com o delegado Domênico Rocha, o suspeito era usuário de drogas e consumia bebidas alcoólicas. Ele trabalhava como mecânico e era e tinha uma amizade próxima com o homem. O pai e o irmão da vítima costumavam dar carona para ele ir ao trabalho todas as manhãs. Ele tinha um relacionamento com a sobrinha da vítima, que terminou uma semana antes do crime. 

No feriado da Sexta-feira da Paixão, no último dia 2 de abril, houve um almoço de família na casa da vítima e o suspeito resolveu aparecer por lá. No entanto, o comportamento dele gerou incômodo nos convidados, porque ele fazia brincadeiras de mau gosto, comentários de cunho sexual e provocava relembrando problemas passados. 

Incomodado com a situação, o irmão da vítima, que era o dono da casa, e outras pessoas, reclamaram com o mecânico e disseram para ele ir embora. 

A polícia suspeita de que o homem já estivesse sob efeito de alguma substância ao visitar a residência. Depois disso, segundo testemunhas, ele continuou consumindo álcool e usando drogas. De acordo com o delegado, pelo menos seis pinos de cocaína teriam sido consumido por ele e outras pessoas. 

No início da manhã do Sábado de Aleluia, o suspeito foi à casa mais uma vez, no horário em que pegava a carona. No entanto, ele invadiu a casa e foi até onde a vítima dormia com a namorada. Sem dizer nada, ele começou a esfaquear a vítima. 

O homem acordou com os golpes e, ao tentar se levantar, levou uma facada na cabeça. A perícia apurou que foram sete golpes.

“Logo em seguida, ele ameaçou matar a ex-companheira e saiu com a faca em punho. Todo esse relato foi trazido por testemunhas oculares dos fatos. Inclusive, uma dessas testemunhas, ao perceber a grande covardia que o autor fazia, esfaqueando a vítima enquanto ela dormia, tentou segurá-lo, mas ele ainda feriu a mão dessa testemunha com a faca”, explicou o delegado. 


PEDIDO DE PRISÃO

Após várias oitivas a apurações, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito. O mandado foi cumprido na quarta-feira passada (14/4). Conforme o delegado, na presença do advogado, o suspeito confessou o crime.

“Ele trouxe uma história que não coincidiu com as outras provas presentes no inquérito. Ele disse que adentrou a casa e, ao chegar no cômodo onde a vítima estava, ela estava de pé e que, sem nenhum motivo aparente, deu um esbarrão nele e depois bateu com o braço atrás do ouvido dele. E ele diante dessas agressões entrou em luta corporal com o autor, tinha uma faca no ambiente, ele se apossou da faca e começou a desferir essas facadas na vítima”, diz o responsável pelas investigações. 

“Mas as testemunhas - não só a tia da vítima, que presenciou o suspeito desferindo os golpes de faca, como a namorada da vítima que estava deitada ao lado do falecido -, ambas essas testemunhas presenciais no mesmo cômodo afirmaram que ele não estava de pé, ele estava dormindo no momento dos golpes e que isso deixou as duas aterrorizadas”, enfatiza o delegado. 

O suspeito chegou a atribuir o crime a uma discussão no dia anterior, o que foi descartado pela polícia, considerando o que foi apurado.

“A motivação eu acredito que gravite em torno destes fatos: uso imoderado de drogas, esse uso imoderado de álcool, aliado a um temperamento explosivo que o autor tinha, acabou o conduzindo a essa monstruosidade”, diz Domênico Rocha. Até então, o homem não tinha passagens pela polícia. 


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