Jornal Estado de Minas

PANDEMIA

Ocupação das UTIs em BH tem nova queda, mas continua na zona crítica

A ocupação geral das UTIs teve a terceira queda consecutiva em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (14/4). Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, agora o índice está em 84,8%Nessa terça-feira, a taxa estava em 86,1%. Ainda assim, a situação das UTIs continua crítica, já que o dado está acima dos 70% desde 25 de fevereiro.





 

  


A taxa de transmissão do coronavírus também caiu e agora está em 0,87. O RT, que mede o nível de transmissão, apresentou a terceira queda seguida, com o menor nível desde 5 de fevereiro.
 
Atual situação dos indicadores da pandemia em BH (foto: Janey Costa/EM/D.A Press)
 

O fator RT está na zona controlada da escala de risco desde 5 de abril e não sofre aumento desde o balanço de 15 de março. Esses números comprovam a efetividade do fechamento do comércio para frear a proliferação do vírus na capital mineira.
 
 

A taxa de ocupação geral (redes pública e particular) das enfermarias para COVID-19 foi outro indicador que apresentou queda. Nessa segunda-feira, o índice deixou a zona crítica da escala de risco em Belo Horizonte, ficando em 69,6%. No boletim divulgado nesta quarta-feira, o indicador está em 68,1%, abaixo dos 70% que determinam a fase mais grave.




 
 

Casos e mortes

Belo Horizonte registrou mais 55 mortes por COVID-19 nesta quarta. Desde o começo da pandemia, BH soma 3.763 vidas perdidas pela doença.

O número de casos aumentou em 1.562, conforme o boletim da prefeitura. A cidade já atestou 160.095 infecções pelo novo coronavírus. São 149.493 recuperados e 6.839 pessoas em acompanhamento.

No levantamento por regionais de Belo Horizonte, a Noroeste é a região com maior número de mortes por COVID-19 em BH: 490. Na sequência, aparecem a Oeste (471), Nordeste (447), Centro-Sul (444), Barreiro (443), Leste (412), Venda Nova (377), Pampulha (340) e Norte (339).

No total, 2.005 homens perderam a vida para a COVID-19 em BH. Já a quantidade de mulheres mortas é de 1.758. 

A faixa etária com maior número de mortes pela COVID-19 são os idosos: 83,31% (3.131 no total). Na sequência, aparecem aqueles entre 40 e 59 anos:14,42% (547). Há, ainda, 81 mortes entre 20 e 39 anos (2,15%), um adolescente entre 15 e 19 (0,03%), um pré-adolescente entre 10 e 14 anos (0,03%) e duas crianças entre 1 e 4 (0,06%).





Ainda conforme o boletim da prefeitura, 96,9% dos mortos apresentavam ao menos uma comorbidade, sendo cardiopatia, diabetes, pneumopatia e obesidade as mais comuns.

Em BH, 116 pessoas sem fator de risco morreram por causa do coronavírus: 86 homens e 30 mulheres. A maioria tinha entre 40 e 59 anos. 
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.

Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).





  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.





Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.



Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 
 
 

audima