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Estado de Minas

Recursos de acordo com a Vale podem ir para pesquisa de vacina na UFMG

A proposta de uma emenda pedindo parte dos recursos para a UFMG foi defendida pelo presidente da Assembleia Legislativa em reunião com a reitora Sandra Goulart


14/04/2021 12:16 - atualizado 14/04/2021 14:22

(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Agostinho Patrus (PV), afirmou que o Legislativo mineiro garantirá recursos para que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realize as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina com tecnologia nacional

 

A promessa foi feita, nesta quarta-feira (14/4), durante reunião com a reitora Sandra Goulart. Entre as propostas de garantia de recurso, Patrus defendeu a elaboração de uma emenda para que parte dos recurso do acordo da Vale com o governo de Minas, em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho, possa ser destinado à pesquisa na universidade.

 

"Teremos, nos próximos dias, a discussão na Casa do acordo firmado entre a Vale e o Governo de Minas. Vamos incluir, entre as obrigações que a Vale terá que cumprir, o repasse dos valores necessários para o desenvolvimento e a produção dessa vacina", disse. O presidente afirmou ainda que os recursos podem chegar a R$ 30 milhões, valor apontado com necessário para que a pesquisa avance. 

 

O deputado disse que a universidade receberá os recursos ainda este ano e destacou a importância do desenvolvimento de uma vacina nacional. "Grande esperança que UFMG traz a todos os mineiros com o desenvolvimento de uma tecnologia barata, nacionalmente, e que tem eficácia, até agora, impressionante. Esperamos que se mantenha nos primatas e nos seres humanos e a gente consiga ter uma vacina mineira de 100% de qualidade", ponderou.

 

A reitora informou que a UFMG realiza sete estudos para o desenvolvimento de uma vacina. O mais avançado, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Tecnologia em Vacina (CTVacinas), adota uma tecnologia denonimada quimera proteica.

 

No momento, os pesquisadores realizam testes pré-clínicos em macacos. Segundo ela, é fundamental investimento na pesquisa para que a vacina possa estar disponível em 2022.  A universidade negocia com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) para que a instituição possa produzir a vacina.

 

A reitora também defendeu a construção de um Centro Nacional de Tecnologia de Vacina. "O Centro Nacional de vacinas terá impacto enorme em Minas. É um  protagonismo que Minas precisa abraçar", afirmou.

 

Sandra lembrou que o país depende de insumos farmacêuticos do exterior para a produção de vacinas. Reforçou que a vacinação contra a COVID-19 deverá entrar no calendário nacional de imunizções. Por isso, é fundamental desenvolver uma tecnologia nacional. 

 

 


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