Jornal Estado de Minas

BELO HORIZONTE

Mulher enfrenta 'maratona' pela mãe, internada em BH com COVID-19


Um olhar desolado para uma Unidade de Pronto Atendimento (Upa) por causa da COVID-19. Foi com essa cena que a reportagem do Estado de Minas se deparou na manhã desta sexta-feira (9/4) na UPA Centro-Sul, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte.



E isso era apenas um momento de uma “maratona” vivida por Miriam Eliane.

A empregada doméstica de 44 anos aguardava havia duas horas informações sobre a mãe, internada devido às complicações causadas pelo novo coronavírus. “É muito angustiante, e eles não falam nada, não passam nada. Eu até entendo, mas desde esta madrugada não sei nada da minha mãe”, começou a dizer Miriam.

Ela recapitulou a situação e disse que tudo começou às 14h dessa quinta-feira (8/4), quando a mãe – Maria Eliane, de 76 anos – começou a sentir forte dor de cabeça, além de ter perdido o paladar. Miriam foi dispensada do trabalho e logo foi cuidar da mãe, que não mora com ela, apesar de serem vizinhas no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul da capital mineira.

“Logo fui dispensada do trabalho para ficar com minha mãe, mas foi um absurdo. Para ter certeza se ela estava com COVID, precisamos pagar um teste. E o pior, a gente pagou um de farmácia, e o centro não reconhecia a validade. Isso é mais absurdo ainda”, contou.





Em um primeiro momento, Maria Eliane foi internada no Centro de Saúde Nossa Senhora de Fátima, na Serra. Mas o caso apresentou certa piora, e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para transferir a mãe de Miriam para a UPA Centro-Sul.

O veículo chegou com rapidez? A empregada responde.

“O Samu demorou muito, e enquanto isso a gente não podia fazer nada, só esperar lá mesmo. Ficava olhando, mas nada, até que a ambulância chegou por volta das 19h. Ou seja, muitas horas de espera, difícil demais”, afirmou.

Miriam, assim, foi à UPA Centro-Sul para nova espera. A angústia durou até as 2h da madrugada desta sexta. “Disseram que ela já estava estável, bem melhor. Antes, ela estava fraca, e falaram que não mais”.





Transferência de pacientes intubados é comum na Upa Centro-Sul, diz Miriam (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Depois disso, Miriam foi para casa somente para um breve descanso e higienização para voltar, às 9h desta sexta, para a saga proporcionada pela COVID-19. “É muita ansiedade, angústia… e aqui é um Centro Especializado em Coronavírus, então a gente vê isso toda hora, gente chegando bem, outras mal, algumas transferidas intubadas. Muito difícil”.

Após conversar com a reportagem, Miriam conseguiu um novo retorno dos médicos, por volta das 11h30. A mãe agora seria transferida para o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Bairro Milionários, Região do Barreiro, considerado referência no atendimento à COVID-19. Ela também foi informada de que o quadro da mãe é estável, mas novamente seria necessário aguardar a disponibilidade de ambulância do Samu.

“A gente fica mais tranquila, né?. A gente ainda segue de olho, não tem jeito, segue um pouco grave, e olha que minha mãe chegou a tomar a primeira dose da vacina. Esperamos que ela se recupere logo e consiga tomar a segunda, daqui a 10 dias, para que a gente fique mais tranquila”, afirmou.





A Secretaria Municipal de Saúde de BH registrou nessa quinta mais 86 mortes no boletim epidemiológico. Agora, são 3.534 vítimas da COVID-19 na capital mineira. Houve, também, a confirmação de mais 1.759 casos. Ao todo, 153.644 diagnósticos para o coronavírus já foram computados. A capital mineira segue com os indicadores utilizados como "termômetro" da COVID-19 na cidade em queda.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.

Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).





  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.





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Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.



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