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Estado de Minas IRREGULARIDADE

Lojas do Centro Histórico de Sabará ignoram Onda Roxa e seguem funcionando

Estabelecimentos que não integram o comércio essencial, e que deveriam estar fechados, estão recebendo clientes. Moradores relatam falta de fiscalização


22/03/2021 16:56 - atualizado 22/03/2021 19:22

Vários estabelecimentos considerados não essenciais insistem em permanecer abertos nas ruas do Centro Histórico de Sabará(foto: Reprodução de Internet)
Vários estabelecimentos considerados não essenciais insistem em permanecer abertos nas ruas do Centro Histórico de Sabará (foto: Reprodução de Internet)
Moradores do Centro Histórico de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), relataram que o comércio não essencial não tem respeitado as regras da Onda Roxa, em vigência na cidade. Segundo relatos, lojas têm permanecido abertas à “meia-porta”, durante todo o dia, permitindo que os clientes entrem para que o atendimento seja feito no interior do estabelecimento. 
 
Vídeos e fotos enviados nesta segunda-feira (22/3) e na sexta-feira (19/3) passada, mostram a rotina irregular do comércio. Uma moradora, que preferiu não se identificar, diz que não vê fiscalização e que as lojas não têm cumprido as medidas restritivas.
 
“Hoje, segunda-feira (22/3) tinha mais coisas abertas. Não adianta, estamos secando gelo. Sabará não está cumprindo a Onda Roxa. Hoje tem lojas abertas que na semana passada não estavam. E algumas nem meia-porta, estão abrindo totalmente. Conversei com a Vigilância Sanitária e informei a respeito, e a resposta foi que o povo é muito difícil”, contou a moradora. 
 
Até 31 de março, a cidade estará na Onda Roxa, fase mais restritiva do Programa Minas Consciente, na qual apenas o comércio essencial pode funcionar.

Essa onda foi exigida pelo governador Romeu Zema (Novo) para frear o colapso do sistema de Saúde. 
 

Críticas de Kalil


Antes de aderir à Onda Roxa, Sabará foi citada na coletiva de imprensa do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, por não ter medidas restritivas mais eficientes para impedir a propagação do contágio da COVID-19.

A cidade, vizinha à capital, adota, desde 11 de março  o toque de recolher entre 20h e 5h, porém mantinha a permissão de abertura do comércio não essencial durante o dia. 
 
Na coletiva sobre a adoção de medidas mais rígidas em BH, Kalil disse: "Não adianta abrir toda a cidade de dia, como Sabará está fazendo. Amontoar a cidade toda de dia e fazer toque de recolher à noite. Isso é uma brincadeira de péssimo gosto. O que temos que fazer é fechar de dia porque aí não tem motivo para andar de noite”.
 
Dados justificam a reclamação de Alexandre Kalil. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Sabará é a cidade que mais depende de leitos na capital, para tratamento da COVID-19.

As solicitações representam 17%.

Em seguida, aparecem Santa Luzia (13%), Ribeirão das Neves (9%), Nova Lima (8%), e Pedro Leopoldo (7%).

Esses cinco municípios que pertencem à Grande BH correspondem por 54% das solicitações de internações dos 49 municípios que pediram auxílio à Central de Leitos neste ano.
 

O que diz a Prefeitura de Sabará


Por nota, a Prefeitura de Sabará informou que tem havido fiscalização, mas que o número de denúncias aumentou e, devido a isso, não está sendo possível atender todas as regiões.

"A Guarda Civil Municipal tem trabalhado intensamente para coibir quem está descumprindo o que preconiza a Onda Roxa do Minas Consciente. Porém, o número de ocorrências tem aumentado diariamente, e o efetivo da corporação não tem conseguido atender toda demanda", informa.

Segundo o Executivo municipal, a fiscalização será reforçada nos próximos dias, mas é necessária a colaboração dos comerciantes: "Já foi solicitado um apoio da Policia Militar, mas é importante ressaltar que os donos dos estabelecimentos precisam colaborar, uma vez que o cenário da pandemia se agrava gradativamente. Salientamos que neste momento crítico a consciência coletiva deve prevalecer".


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