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Estado de Minas PANDEMIA

Funerárias de Minas adotam plano de contingência na fabricação de caixões

Para agilizar processo de produção, foi determinado um modelo padrão das urnas. Sindicato diz que apesar da alta de mortes no estado, situação está sob controle


19/03/2021 17:53 - atualizado 19/03/2021 19:31

Daniel Pereirinha, presidente do Sindinef, reclama de aumento abusivo no preço dos insumos para produção dos caixões(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Daniel Pereirinha, presidente do Sindinef, reclama de aumento abusivo no preço dos insumos para produção dos caixões (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Com o agravamento da pandemia da COVID-19 por toda a Minas Gerais e o aumento no número de mortes, o Sindicato das Empresas Funerárias e Congêneres do Estado (Sindinef) adotou medidas preventivas para enfrentar as dificuldades do processo de atendimento às famílias. 


Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19/3), o presidente do sindicato, Daniel Pereirinha, foi categórico: "É importante frisar que o setor não está em colapso, e a situação ainda se encontra sob controle, apesar do aumento de óbitos".

"Identificamos um aumento do número de óbitos, mas não apenas pela COVID-19. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é a região mais crítica", disse. 

Daniel conta que foi feito um plano de contigência para a produção dos caixões, de forma a dar conta da demanda. Para tanto, optou-se por uma padronização temporária.

"Alinhamos para a fabricação de um modelo padrão para os próximos 30 a 60 dias. Assim, as fábricas otimizaram a produção. A situação está controlada", assegura.

O presidente do sindicato reclama da alta no valor dos materiais usados na produção dos caixões, sobretudo madeira e parafusos: "A maior dificuldade é em relação ao aumento abusivo dos insumos. O reajuste foi muito alto". 

 

"O ponto que mais nos preocupava era em relação à capacidade dos necrotérios. Mas, em unanimidade, foi informado que a situação está controlada", assegura.

O sindicato representa 74 empresas em todo o estado. Ele pontuou que foi feito um levantamento sobre o funcionamento do setor: "As empresas estão conseguindo atender". 


Nesta sexta, o sindicato se reuniu com os representantes. Na reunião, foram abordados assuntos como a maneira como o sistema funerário esta enfrentando a situação, se há pontos críticos ou dificuldades e algumas das etapas do processo.


Vacinação


Daniel destacou a principal demanda da categoria: a vacinação contra o novo coronavírus.

"A questão da vacinação para os profissionais do setor é de extrema relevância. Os profissionais da área precisam estar imunizados para a COVID-19. Precisamos dessas pessoas trabalhando para dar conta da demanda e não entrarmos em colpaso", destaca.

Ainda de acordo com ele, segundo o plano de imunização federal, os trabalhadores da categoria teriam o direito à vacinação imediata. "Mas isso só aconteceu em algumas cidades. Em Belo Horizonte, não", informou.

Cerca de 3.500 pessoas trabalham no setor funerário em Minas Gerais.


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