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Estado de Minas RETORNO PRESENCIAL

Colégio Militar de BH retoma aulas presenciais para 'nivelamento de alunos'

Instituição volta a receber jovens de forma presencial, após um 2020 marcado pela 'guerra jurídica' para evitar as atividades in loco


25/01/2021 20:32 - atualizado 25/01/2021 20:41

Colégio Militar recebe alunos para promover um 'nivelamento', após argumentar que houve perdas cognitivas em boa parte dos estudantes(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press)
Colégio Militar recebe alunos para promover um 'nivelamento', após argumentar que houve perdas cognitivas em boa parte dos estudantes (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A.Press)
O Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH) retomou, nesta segunda-feira (25/01), atividades presenciais, após dois meses sem receber alunos. A instituição voltou a abrir as portas para que os estudantes passem por um “nivelamento de conhecimento”, que está previsto para durar até o dia 27 de fevereiro.

De acordo com um comunicado emitido pelo comando do CMBH, foram constatadas, durante as aulas presenciais nos meses de outubro e novembro do ano passado, que as perdas cognitivas em boa parte dos alunos foram significativas. Com isso, a instituição pediu "conscientização" dos responsáveis pela participação dos estudantes nas aulas presenciais.

O comunicado distribuído aos pais também destacou que o turno da manhã contará com a presença de somente dois anos escolares de forma presencial, de forma escalonada, para evitar a concentração de alunos. A instituição permite avaliações virtuais, mas cobra justificativa dos alunos que não comparecerem de forma presencial ao colégio.

O ano letivo de 2021 está previsto para começar dia 8 de março.

Protocolo


O comando da instituição também estabeleceu um protocolo para a realização das aulas presenciais, como aferição de temperatura corporal na entrada e na saída do colégio, além da oferta de álcool em gel e a adoção do distanciamento mínimo de 1,5m entre os alunos nas salas de aula.

O uso da máscara também é obrigatório, mas o acessório tem que ser branco, preto ou caqui. Caso algum aluno apresente sintoma da COVID-19 no colégio, os pais serão acionados de forma imediata para que possam buscar o estudante. O atestado médico é cobrado em caso de ausência por problemas de saúde.

Guerra jurídica


Em 16 de setembro, o Colégio Militar da capital anunciou que retomaria as aulas presenciais, suspensas desde 18 de março. O juiz Willian Ken Aoki atendeu o pedido do Sindicato dos Tralhadores Ativos, Aposentados, Pensionistas Servidores Públicos Federais de Minas Gerais - SINDSEP-MG - suspendeu a abertura do colégio e estabeleceu multa em caso de desobediência.

Mesmo com a imposição da Justiça Federal, a instituição de ensino abriu as portas em 21 de setembro, mas interrompeu novamente as atividades da unidade, que fica localizada no Bairro São Francisco, Região da Pampulha.
 
A decisão que favoreceu o sindicato foi derrubada pelo desembargador Jirair Aram Meguerian no dia 25 mas, logo em seguida, a 3ª Vara Cível acatou um outro pedido feito pelo MPF e decidiu pela interrupção das aulas presenciais no colégio.

A “guerra jurídica” só teve uma trégua quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu, em 23 de outubro, que o Colégio Militar de BH poderia receber alunos, uma vez que não foi "demonstrada nos autos a existência de potencial lesão de natureza grave ao interesse público".


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