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Estado de Minas PANDEMIA

Kalil sobre má condução da pandemia: 'Presidentes foram presos por menos'

Prefeito de BH afirmou também que 'nada é mais importante' do que a investigação de governadores e prefeitos envolvidos em escândalos de superfaturamento


25/01/2021 15:09 - atualizado 25/01/2021 15:49

Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil: 'A pandemia é a maior tragédia que aconteceu aqui'(foto: Edesio Ferreira/EM)
Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil: 'A pandemia é a maior tragédia que aconteceu aqui' (foto: Edesio Ferreira/EM)
O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), criticou, nesta segunda-feira (25/12), a má condução da pandemia COVID-19 pelo governo Bolsonaro. "Presidentes foram desrespeitosamente levados à prisão por muito menos. Nada é mais importante que uma vida”, disse Kalil em entrevista para o site Uol.
 
De acordo com o prefeito BH, se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tivesse lidado com a pandemia de uma forma diferente, em trabalho coletivo, o resultado poderia ser outro. "Nós fomos muito mal conduzidos no caso da pandemia. Seria uma cretinice muito grande achar que o governo do Brasil levou essa pandemia como deveria ser levada", afirmou Kalil.

E acrescentou: "Nós temos que lembrar que o Supremo deu autoridade para os estados e municípios pela inércia do governo federal. Se fosse um trabalho coletivo... o resultado seria outro. Eu trato a pandemia com meus secretários, temos que lacrar indisciplinados e temos que contar com o apoio da polícia”.
 
Kalil também condenou governos estaduais e municipais por atos de corrupção durante a pandemia."Acho que todos devem ser investigados. Esse negócio de pegar governador e prefeito que compraram respirador superfaturado é muito pouco para o que aconteceu neste país. A pandemia é a maior tragédia que aconteceu aqui", lamenta o prefeito de BH. Segundo o prefeito, neste momento, “nada é mais importante”. 
 

Colapso em Manaus


Ao falar sobre o ministro da Sáude, Eduardo Pazuello, Kalil diz que era a função do ministro ter ido até Manaus quando os casos começaram a aumentar. A cidade vive um colapso no sistema de Saúde por falta de oxigênio e insumos.

"É aquela história: quem sou eu para dar conselho para alguém? Mas, agora, o ministro da Saúde tinha que estar em Manaus desde o primeiro dia que faltou oxigênio. Respeito muito todo mundo. Eu não sei tudo. Sei que trataria de uma forma que é a mesma que a maioria do mundo está fazendo. Não podemos inventar as coisas. Somos um país tropical e temos a vantagem da vacinação."
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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