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Estado de Minas LESTE DE MINAS

Menina de 10 anos estuprada pelo padrasto está grávida de gêmeos

Criança contou que abusos começaram há quatro anos. Gestação de três meses será interrompida em hospital de Governador Valadares


20/01/2021 18:29 - atualizado 20/01/2021 21:43

A delegada de Polícia Civil Adeliana Xavier, de Valadares, disse que o homem que cometeu o estupro está foragido(foto: PCMG/Divulgação)
A delegada de Polícia Civil Adeliana Xavier, de Valadares, disse que o homem que cometeu o estupro está foragido (foto: PCMG/Divulgação)
A menina de 10 anos, que está internada em Governador Valadares para ser submetida a um procedimento médico para interromper a gravidez, está grávida de gêmeos. Ela foi estuprada pelo padrasto, que está foragido. A menina está no terceiro mês de gestação.
 
No hospital, ela está acompanhada da mãe e recebendo apoio das assistentes sociais, que têm dado o suporte para que ela vença esse momento difícil da vida. 

A gravidez da criança foi descoberta pela mãe, que notou uma anormalidade no ciclo menstrual da filha, que estava muito atrasado. Em conversa com a criança, a mãe soube que ela havia sido estuprada pelo padrasto. Juntou algum dinheiro para fazer um exame de ultrassom e comprovou que a filha estava, de fato, grávida.
 
Ao pressionar o companheiro para que ele confirmasse ter praticado o crime contra a filha, a mulher foi espancada. A mãe da menina também está grávida. Revoltada, foi à delegacia da Polícia Civil e fez a denúncia dupla, do estupro e da agressão.

A delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Adeliana Xavier, está acompanhando o caso e tem falado com a mãe da criança no hospital. A delegada já determinou que policiais localizem e prendam o homem.

Abusada desde os 6 anos

 
Segundo Adeliana Xavier, a menina contou que era estuprada pelo padrasto desde os 6 anos e que ultimamente os abusos se tornaram frequentes – o último foi em 7 de janeiro. 

O caso da menina de Governador Valadares é parecido com o de duas meninas (de 11 e 10 anos) do Espírito Santo, que foram violentadas e engravidaram, no ano passado.

O caso que causou maior polêmica foi o da menina de São Mateus, ES, que teve de passar pelo procedimento médico de interrupção da gravidez, com autorização judicial.


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