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Estado de Minas COVID-19

Mariana recebe menos doses de vacina e causa frustração na cidade

De acordo com o secretário de saúde, eram esperadas 2.200 doses da CoronaVac e foram destinadas para a primeira fase apenas 483


19/01/2021 22:15 - atualizado 20/01/2021 00:02

Retirada dos idosos com mais de 75 anos causou preocupação ao secretário de saúde e à equipe do Comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde COVID-19(foto: Reprodução/Facebook)
Retirada dos idosos com mais de 75 anos causou preocupação ao secretário de saúde e à equipe do Comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde COVID-19 (foto: Reprodução/Facebook)
A mudança feita pelo Ministério da Saúde no plano de vacinação nacional, 
nessa segunda-feira (18), que retirou os idosos com mais de 75 anos da lista da primeira fase de vacinação contra a COVID-19, foi recebida com pesar pelo secretário de saúde de Mariana, Danilo Brito. 
 
De acordo com Brito, a espera pela CoronaVac era de 2.200 doses para imunizar profissionais da saúde na linha de frente, idosos institucionalizados, população indígena e idosos com mais de 75 anos. Porém, após a mudança, a cidade recebeu apenas 483 doses do imunizante, menos da metade planejada pela secretaria.
 
“Foi anunciado anteriormente que toda a população idosa entraria, mas fomos pegos de surpresa na reunião com o Comitê na segunda-feira e ficamos frustrados, já imaginando que receberíamos menos doses. Calculávamos que receberíamos 2.200 doses e veio completamente abaixo do que estávamos esperando”.
 
Com cerca de 700 habitantes, o distrito de Furquim, em Mariana, tem em sua população 70% de idosos e/ou hipertensos. Com as mudanças, ninguém do vilarejo será vacinado.
 
“Eu quero deixar bem claro, que é uma opinião minha, mas acredito que essa retirada foi por falta da vacina, não houve planejamento e essa importante população foi retirada”
 
Para o secretário de saúde, a notícia foi recebida com descontento pela população da cidade que também aguardava ansiosa para vacinar os idosos e a cobrança foi imediata.
 
“As pessoas não moram no Brasil ou no Estado de Minas Gerais, as pessoas moram nas cidades, todos os problemas que acontecem, as pessoas vão até às nossas secretarias para cobrar soluções e somos nós, gestores municipais, na linha de frente de conflitos políticos. Os problemas ficam com a gente e as diretrizes ficam com eles”.
 
Após a euforia da população em relação aos primeiros imunizados, o secretário de saúde tem esperança que as demais doses que ainda não chegaram serão eviadas para finalizar a primeira fase na cidade. 


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