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Estado de Minas DOMINGO AO AR LIVRE

BH tem manhã movimentada na véspera do fechamento

Muitas pessoas ocuparam a Lagoa Seca, no Belvedere, e a orla da Pampulha, algumas sem máscara, na manhã deste domingo (10/01)


10/01/2021 11:32 - atualizado 10/01/2021 16:24

Orla da Pampulha ficou cheia nesta manhã, com pessoas praticando atividades físicas(foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Orla da Pampulha ficou cheia nesta manhã, com pessoas praticando atividades físicas (foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Na véspera de Belo Horizonte entrar em um regime rigoroso de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, com fechamento do comércio e funcionamento somente de serviços considerados essenciais, a cidade teve uma manhã de atividades físicas ao ar livre em alguns pontos. Durante este domingo (10/01), a reportagem do Estado de Minas flagrou diversas dessas pessoas sem máscaras de proteção e com indícios de aglomeração.

Na orla da Lagoa Seca, no Bairro Belvedere, Região Centro-Sul da capital mineira, a maioria das pessoas caminhavam ou praticavam outras atividades físicas ao ar livre nesta manhã. Algumas delas não usavam máscaras de proteção.

Não foi o caso do italiano Antonio Pino. O gerente-executivo caminhava com seu cão, Colin, na Lagoa Seca e falou a respeito da prática ao ar livre, mesmo com a pandemia do novo coronavírus como justificativa para o fechamento do comércio a partir desta segunda-feira (10/01) em BH.

“Moro aqui. O vírus ainda está em circulação. Todo mundo tem que usar máscara, proteção, distanciamento, porque o vírus não acabou. É um absurdo que ainda todo mundo corre sem máscara, como se estivesse tudo ok. Não dá”, afirmou o gerente-executivo.

Antonio Pino, gerente-executivo, e o cão Colin, na Lagoa Seca(foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Antonio Pino, gerente-executivo, e o cão Colin, na Lagoa Seca (foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
A reportagem também se deparou com patrulhamento de Guarda Civil Municipal e Polícia Militar, mas nenhuma medida quanto à falta de proteção foi tomada.

Em outro ponto de BH, na orla da Lagoa da Pampulha, o cenário era semelhante: diversas pessoas, até a passeio, circulavam sem grandes preocupações com a pandemia de COVID-19. Algumas também não usavam máscaras de proteção, medida básica e inicial para evitar infecção pelo vírus.

O aposentado Francisco Arantes, que caminhava pelo local, criticou o fechamento a partir desta segunda. “Falta instruir mais o povo, pois o fechamento não deu certo. Se não já teria melhorado, então tem esse problema. Fechar vai só prejudicar nesse momento o comércio, e o trabalho já está no buraco”. A fiscalização também esteve presente na Lagoa da Pampulha, mas a reportagem não viu nenhuma abordagem socioeducativa.

Várias pessoas na orla da Pampulha não usava máscara de proteção(foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
Várias pessoas na orla da Pampulha não usava máscara de proteção (foto: Leandro Couri/EM/D. A. Press)
A partir desta segunda, em Belo Horizonte, apenas o funcionamento dos estabelecimentos considerados essenciais será permitido. Supermercados, farmácias, postos de gasolina, padarias, sacolões, entre outros estão no rol de atividades autorizadas a abrir as portas na cidade.
 
Na última quarta-feira (06/01), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) utilizou as redes sociais para justificar o fechamento do comércio não essencial. De acordo com o prefeito, a COVID-19 “chegou no limite” em Belo Horizonte. A ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), por exemplo, permanece na casados 80%, na zona vermelha de alerta, uma vez que a demanda superou a marca de 70%.

Para efeito de comparação, o percentual de uso na terapia intensiva era de 44% no início de dezembro. Contudo, vale lembrar que a prefeitura alterou o critério de avaliação em 18 de dezembro. Em vez de considerar a oferta em potencial, a prefeitura passou a colocar na conta apenas os leitos que realmente estavam à disposição da população.


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