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Estado de Minas APUBH

COVID-19: entidades publicam carta de apoio à PBH por restringir o comércio

Texto assinado por diretórios, fóruns, sindicatos, centrais etc. fala que a prefeitura vai na contramão da ''necropolítica do governo Bolsonaro''


09/01/2021 20:24 - atualizado 09/01/2021 21:06

A partir de segunda (11), apenas comércio essencial vai funcionar em BH, como padarias, supermercados e postos de combustível(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A partir de segunda (11), apenas comércio essencial vai funcionar em BH, como padarias, supermercados e postos de combustível (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 

 

Diferentes entidades mineiras publicaram neste sábado (9) uma carta de apoio à Prefeitura de Belo Horizonte pelas medidas de restrição da atividade comercial em meio à pandemia da COVID-19.

 

O texto está publicado no site do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros (UFMG) e Ouro Branco (ApuBH). Outros sindicatos, fóruns, diretórios, centrais e associações também assinam o documento.

 

Além de apoiar a decisão de Alexandre Kalil (PSD), as entidades criticam o que chamam de “necropolítica do governo Bolsonaro” durante a pandemia.

 

“A necropolítica do governo Bolsonaro insiste em menosprezar os efeitos da pandemia e os próprios alarmantes dados de número de óbitos e de infectados pelo COVID-19”, informa o texto.

 

O conteúdo também lembra que o Brasil ocupa a segunda posição em mortes por COVID-19 no mundo. E a terceira no total de infecções pelo novo coronavírus.

 

A carta cita, ainda, os dados da saúde pública e privada de BH, sobretudo a alta ocupação dos leitos de UTI, dedicados aos pacientes mais graves da doença.

 

“Um paciente crítico com COVID-19 que não encontra uma vaga de UTI tem três a quatro vezes mais chances de morrer, e os 90 leitos de UTI que ainda temos são muito pouco para o que precisamos para atravessar os próximos meses”, ressalta o texto, citando o Grupo Colaborativo de Coordenadores de UTIs de Belo Horizonte.

Decreto


A portaria 17.253/2021 permitirá, em Belo Horizonte, apenas o funcionamento dos estabelecimentos considerados essenciais. Supermercados, farmácias, postos de gasolina, padarias, sacolões, entre outros estão no rol de atividades autorizadas a abrir as portas na cidade.

"São números impressionantes. Houve uma importação da doença surpreendente, porque temos casos, hoje, em hospitais particulares de BH de uma família inteira e famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, (e que hoje estão) infectados e internados”, disse o prefeito Alexandre Kalil (PSD) em pronunciamento nas redes sociais. 


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