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Estado de Minas Coronavírus

Taxa de Letalidade de COVID-19 em Patos de Minas é maior que do Estado

Relatório mostra também que município está com quantidade maior de mortes entre a população de até 49 anos


01/12/2020 10:45 - atualizado 01/12/2020 11:10

Cidade teve seis mortes de pessoas entre 20 e 39 anos(foto: Reprodução/Josue Marinho)
Cidade teve seis mortes de pessoas entre 20 e 39 anos (foto: Reprodução/Josue Marinho)
A taxa de letalidade da COVID-19 em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, é de 2,73 óbitos para cada cem casos confirmados e coloca o município acima da média do Estado. Relatório da Gerência da Epidemiologia aponta ainda que população mais jovem é a mais afetada.

O levantamento na cidade foi feito até 23 de novembro e mostra que a letalidade local aproxima-se da taxa nacional, que é de 2,8% e fica acima dos 2,5% em Minas Gerais. O cenário é de 5,35 mortes a cada cem mil habitantes em Patos de Minas. A taxa de  de incidência da infecção por cem mil habitantes é de 196,18. Os meses de julho e setembro tiveram o maior número de mortes na localidade.



Segundo a gerente de Serviços Epidemiológicos, Elizaine Bicalho, o município está com quantidade maior de mortes entre a população de até 49 anos. “São seis óbitos na faixa de 20 a 39 anos e dois na faixa de 40 a 49 anos. Também constatamos que moradores com idade entre 18 e 39 anos são maioria dos casos positivos da infecção nos últimos dias”, disse.

Dos 239 casos de Covid-19 confirmados entre 1º e 23 de novembro, quase 60% foram de pessoas abaixo de 40 anos. Desse universo de 142 contaminados, 138 deles estão na faixa etária de 18 a 39 anos.

Contaminação entre familiares 
“É a população mais ativa, mais produtiva no mercado. Essas pessoas estão se prevenindo muito pouco e essa postura causa um problema que nos preocupa muito e tem ocorrido com frequência, a contaminação em núcleos familiares. Quem está saindo para trabalhar ou se divertir acaba, muitas vezes, levando o vírus para dentro de casa por falta de cuidado”, afirmou Elizaine Bicalho.

Nos últimos 40 dias, dois irmãos, enfermeiros, morreram em razão de complicações da COVID-19. Pelo menos outros quatro familiares deles contraíram a doença. Um está internado em UTI, e a avó, de 92 anos, morreu na quinta-feira (26/11).

O cenário de momento da doença, segundo a Gerência da Epidemiologia é mais complicado, por haver uma dessensibilização quanto à pandemia e seus efeitos. A orientação é de retomada dos cuidados e a preocupação que havia no início da pandemia, ainda no primeiro semestre.


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