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Estado de Minas Mobilidade urbana

Congestionamentos pós-pandemia são preocupação em BH, diz pesquisa

Levantamento aponta a percepção da população sobre o uso de aplicativos, hábitos individuais de mobilidade e integração dos modos de transporte


19/11/2020 17:57 - atualizado 19/11/2020 20:13

Belo-horizontinos estão preocupados com a volta dos congestionamentos, após a pandemia(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Belo-horizontinos estão preocupados com a volta dos congestionamentos, após a pandemia (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Apesar da redução do número de veículos nas ruas durante a quarentena, aproximadamente 55% das pessoas estão preocupadas com o aumento do trânsito no pós-pandemia. Como solução para melhorar esse cenário, 70% delas acreditam que o uso de veículos particulares piora a mobilidade urbana e, consequentemente, 72% defendem que alternativas como o carro por aplicativo diminuem a necessidade de ter veículo próprio.

Esses foram os resultados de uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela 99, empresa de mobilidade urbana. “O impacto mais direto é que o uso dos aplicativos de mobilidade muitas vezes tira a necessidade de se ter um carro próprio. Sem um automóvel particular, além de economizar espaços urbanos de estacionamento, essas pessoas são levadas a um comportamento mais multimodal, o que reduz os congestionamentos”, explica Rodrigo Ferreira, Gerente de Políticas Públicas da 99. 

Além disso, segundo ele, é importante lembrar que a redução dos congestionamentos também passa pelos incentivos à integração entre diferentes modos – táxis, carros particulares, ônibus, metrô, bicicleta, entre outros. “Para facilitar o direito de ir e vir dos brasileiros, principalmente nas periferias e com menor acesso a transporte coletivo, e promover maior acessibilidade, segurança e conforto”, completa.
 

Ainda como alternativa para evitar a volta aos congestionamentos pré-pandemia, 81% acreditam que os aplicativos de mobilidade colaboram com a fluidez do trânsito em Belo Horizonte. Entre as cidades contempladas pela pesquisa, Belo Horizonte foi que a mais se mostrou otimista com o papel dos aplicativos de mobilidade para melhorar a mobilidade urbana. 
 

Números 

 
Além da capital mineira, também foram ouvidos moradores de São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Rio de Janeiro, totalizando 1.510 entrevistas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2010/ Estimativa 2020 e PNAD 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para leitura do total da amostra os dados foram ponderados de acordo com os pesos das seis capitais, com ajuste nas variáveis sexo, idade e escolaridade, de forma a representar o universo estudado.

“A pesquisa é mais uma maneira que a 99 encontrou para fomentar discussões sobre mobilidade urbana e contribuir de maneira embasada com o debate da multimodalidade nos centros urbanos, principalmente com incentivos aos transportes coletivos, ativos e compartilhados. Além disso, a empresa procura manter boas relações com agentes da esfera pública e sociedade civil, aberta para conversas que colaborem com a integração do sistema de mobilidade das cidades, incentivem o comportamento multimodal e contribuam para maior democratização do acesso à cidade”, ressaltou.
 

Mobilidade urbana 


Quando perguntados sobre a percepção em torno da mobilidade urbana de maneira geral, os moradores sinalizaram grande insatisfação: 39% a consideram ruim ou péssima, 32% regular e apenas 29% ótima ou boa. 
 
“A sociedade enxerga os carros compartilhados como ferramentas essenciais para contornar os gargalos da mobilidade em grandes cidades, como Belo Horizonte. Dessa maneira, os dados dessa pesquisa mostram que, cada vez mais, os aplicativos devem se integrar aos modos de transporte nas grandes cidades para termos uma mobilidade mais efetiva e inclusiva”, afirma Ferreira. 

Retomada do fluxo

Questionada sobre o aumento do número de veículos nas ruas da capital e o que pode ser feito para evitar os congestionamentos, após a pandemia, a BHTrans disse, em nota, que: “Na comparação dos dados do fluxo de veículos na área central da cidade, em dias da semana, em nove pontos onde a BHTrans tem equipamentos de fiscalização eletrônica, o volume de veículos nas primeiras semanas de março, antes do início das medidas adotadas de isolamento, era de 279.567/dia. Na semana de 03 a 06 de novembro, o fluxo foi de 280.560/ dia, mesmo volume de fluxo em relação ao período pré pandemia.

Diariamente, os agentes da BHTrans estão presentes nos pontos mais críticos da cidade, além do monitoramento em tempo real pelo Centro de Controle Operacional da Prefeitura (COP PBH). Para melhorar a mobilidade da cidade, a BHTrans tem no seu planejamento estratégico ações voltadas para melhoria do transporte coletivo, como implantação de faixas exclusivas e o incentivo ao uso da bicicleta, com implantação de ciclovias”.
 
*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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