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Estado de Minas LESTE DE MINAS

Polícia Federal faz operação contra garimpo ilegal e contrabando em Minas

Operação Nômades foi desencadeada em Governador Valadares, Bocaiúva, Curvelo, e Vila Velha, ES, com 11 mandados de busca e apreensão; grupo agia com violência, segundo a PF


05/11/2020 16:21 - atualizado 05/11/2020 17:22

Em uma das casas em que os policiais estiveram, a Polícia Federal encontrou uma zebra(foto: Polícia Federal / Divulgação)
Em uma das casas em que os policiais estiveram, a Polícia Federal encontrou uma zebra (foto: Polícia Federal / Divulgação)
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5/11) a operação Nômades, para combater garimpo ilegal de quartzos raros e outros minerais na região das cidades mineiras de Curvelo, Bocaiuva e Governador Valadares. A operação teve como objetivo descapitalizar e desarticular a organização criminosa investigada, além de reprimir grupos armados que atuavam na coação e ameaças a pessoas ligadas ao ramo de extração mineral legal em Minas Gerais.

Nas investigações, os policiais federais apuraram que o grupo criminoso atuava sem licenças em extrações de minerais raros, e faziam contrabando de pedras raras para países da Ásia, sem recolhimento de contribuições e tributos devidos.

Os investigados também causaram prejuízo de milhões de reais contra o meio ambiente, segundo a Polícia Federal, que também identificou a prática de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. De acordo com a Polícia Federal, foi identificado um vínculo criminal entre diversos investigados de outras operações realizadas em Minas, como a Lodo Verde II

Na operação desta quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de Belo Horizonte e cumpridos nas cidades mineiras de Bocaiúva, Couto de Magalhães, Governador Valadares e Pará de Minas, e em Vila Velha (ES). Os policiais foram até os locais de garimpos ilegais, em residências e empresas de pessoas ligadas ao grupo e outras, beneficiadas com as atividades ilegais.

Nas primeiras providências da operação policial, houve bloqueio de valores e sequestro de bens imóveis e veículos de investigados. Durante as buscas, foram conduzidas duas pessoas por posse irregular de armas de fogo.

Os fatos investigados podem configurar diversos crimes contra o meio ambiente, como usurpação de bem da união, crimes de atuação de organização criminosa, de descumprimento de ordens de embargos e de ocultação patrimonial e lavagem de bens e capitais, que podem resultar em pena de reclusão de até 12 anos e multa.


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