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Estado de Minas DEFESA CIVIL E BOMBEIROS

Autoridades interditam prédio que pegou fogo no Castelo; PBH ajuda famílias

Executivo municipal informou que 88 pessoas de 30 famílias foram levadas para casa de parentes e receberam ajuda humanitária, como colchões, cobertores e cestas básicas


04/11/2020 19:17 - atualizado 04/11/2020 19:40

Ver galeria . 21 Fotos Reportagem entrou no prédio após rescaldo do incêndioGladyston Rodrigues/EM/D.A. Press
Reportagem entrou no prédio após rescaldo do incêndio (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press )
 
O Corpo de Bombeiros e a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil de BH interditaram o prédio que pegou fogo nesta quarta-feira (4), no Bairro Castelo, Região da Pampulha, na capital mineira. De acordo com a prefeitura, 88 pessoas de 30 famílias moravam no local.

 
Além disso, 180 refeições em marmitex foram doadas aos moradores durante o dia. 

A Defesa Civil informou que fez duas vistorias no prédio localizado na Rua Castelo de Ajuda no mês de outubro, nos dias 22 e 30. 

Nessas visitas, segundo o órgão, os agentes avisaram os moradores sobre as instalações elétricas irregulares, o grande volume de entulho e o risco de incêndio no local. Eles orientaram que uma limpeza fosse realizada no prédio. 
 

A ocorrência 

 
Prédio do Bairro Castelo acumulava muito entulho, segundo autoridades(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Prédio do Bairro Castelo acumulava muito entulho, segundo autoridades (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 
 
Militares do Corpo de Bombeiros foram acionados para apagar um incêndio e socorrer moradores pouco antes das 10h30 desta quarta. Segundo eles, o fogo começou em um apartamento no primeiro andar do edifício.

Segundo relatos, moradores dos andares superiores não conseguiam sair, e parte da fiação energizada ficou exposta, o que dificultou a evacuação do prédio. 

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi chamada. Algumas pessoas tentaram descer por uma escada improvisada ao lado do edifício, mas foram socorridas pelos bombeiros.

No total, 18 pessoas precisaram ser levadas aos hospitais Odilon Behrens e João XXIII, ambos em Belo Horizonte: nove crianças e nove adultos. A causa de todos os socorros foi a inalação de fumaça.
 
Tânia Aparecida, de 59 anos, havia se mudado recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Tânia Aparecida, de 59 anos, havia se mudado recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Tânia Aparecida, de 59 anos, que se mudou recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação, contou à reportagem do jornal Estado de Minas que estava sozinha em casa no momento em que as chamas começaram. 
 
"Eu não vi, estava dormindo no sétimo andar e acordei com a fumaça. Estava custando a respirar, eu e o cachorrinho", disse. 

O prédio tem ao menos oito andares. Pelo menos 10 viaturas seguiram para o local. 

O edifício foi citado em reportagem produzida pelo Estado de Minas em maio de 2018. O texto alertava justamente para o "risco elevado" de incêndios em prédios abandonados de Belo Horizonte.
 
Com informações de Aissa Mac e Cristiane Silva  


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