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Estado de Minas FUMAÇA

'Os bombeiros me salvaram', diz moradora de prédio irregular que pegou fogo no Castelo

Incêndio teria começado em material reciclável acumulado no primeiro andar da ocupação


04/11/2020 12:58 - atualizado 04/11/2020 18:20

Tânia Aparecida, de 59 anos, havia se mudado recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Tânia Aparecida, de 59 anos, havia se mudado recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Nove crianças e nove adultos, moradores de um prédio inacabado ocupado de maneira irregular, localizado no Bairro Castelo, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, precisaram ser encaminhados para os hospitais Odilon Behrens e João XXIII na manhã desta quarta-feira (4), devido à fumaça inalada em um incêndio que começou no primeiro andar da estrutura. O estado de saúde delas é estável.


Ao menos 26 moradores dos andares superiores precisaram de ajuda para evacuar o prédio. Parte da fiação energizada ficou exposta e algumas pessoas tentaram descer por uma escada improvisada ao lado do edifício.

Tânia Aparecida, de 59 anos que se mudou recentemente com o marido para o sétimo andar da ocupação, contou à reportagem do jornal Estado de Minas que estava sozinha em casa no momento em que as chamas começaram.  “Eu não vi, estava dormindo no sétimo andar e acordei com a fumaça. Estava custando a respirar eu e o cachorrinho”, relata.

Ver galeria . 21 Fotos Reportagem entrou no prédio após rescaldo do incêndioGladyston Rodrigues/EM/D.A. Press
Reportagem entrou no prédio após rescaldo do incêndio (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press )


Segundo ela, quando acordou e notou o que estava acontecendo, percebeu a aproximação de um dos militares do Corpo de Bombeiros e pediu por socorro. “O bombeiro estava subindo para o oitavo andar. Eu gritei ele e dei a chave pelo buraco, ele abriu e me salvou”, relatou Tânia, que afirma que não pretende mais ficar no local. 

De acordo com o capitão Ranier Costa o fogo teria começado em matérias recicláveis acumulados pelos moradores do local.  “Os moradores desse prédio como é uma invasão, acumulam muito material reciclável, papelão, tudo que eles encontram eles trazem ali para baixo e vão acumulando. O fogo iniciou-se nesse material e passou para o primeiro e o segundo andar”, explicou.



Após finalizar o combate às chamas, o rescaldo durou cerca de três horas. O imóvel foi interditado. “Nós vamos fazer a interdição desse prédio porque é um local inseguro para a habitação. Então a ideia é interditar para que as pessoas não entrem novamente para não serem alvos de incêndios novamente”. 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  


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